A participação do Brasil no comércio global de soja segue em ascensão em 2026, com ritmo forte de embarques e demanda internacional consistente. Segundo a ANEC, maio registrou cerca de 15 milhões de toneladas exportadas, enquanto as projeções para junho apontam para novos envios próximos de 12 milhões de toneladas, mantendo a pressão positiva sobre a logística portuária nacional.
No acumulado de janeiro a maio, o país já movimentou aproximadamente 59 milhões de toneladas, acima das 54 milhões do mesmo período de 2025. O avanço de 9,3% reforça a liderança brasileira e sustenta estimativas de exportações próximas a 110 milhões de toneladas no ano. A soja brasileira, com safra volumosa e competitiva, consolida-se como referência no mercado global.
A China permanece como principal destino, respondendo por cerca de 70% das compras nos cinco primeiros meses. Esse apetite reforça a relevância do parceiro asiático e garante previsibilidade às tradings e produtores. Entre os destaques, o setor conta com maior eficiência logística, melhora nas janelas de embarque e contratos antecipados, fatores que ampliam a resiliência comercial da soja.
Principais dados:
• Maio/2026: 15 milhões t
• Junho (projeção): 12 milhões t
• Jan–mai: 59 milhões t
• Crescimento vs. 2025: +9,3%
• China: 70% das compras
Exportações de soja impulsionam fundos do agro
O ambiente favorável alcança os Fiagros, com impacto direto em veículos como o SNAG11. Embora focado em crédito rural, o desempenho da oleaginosa melhora o fluxo de caixa de produtores, cooperativas e empresas, reduzindo risco e sustentando a atividade nas principais regiões agrícolas. Com a publicação dos calendários de vazio sanitário e plantio da safra 2026/27, o Ministério da Agricultura reforça o controle da ferrugem-asiática, elemento-chave para manter produtividade e qualidade.
Especialistas apontam que demanda estável, tecnologia e rendimento por hectare seguem como pilares da competitividade brasileira. Para o SNAG11, que investe via CRAs e operações estruturadas, o cenário fortalece a base de devedores e a originação de crédito, sustentando retornos e preservação de capital no ciclo da soja.
O fundo elevou a presença em irrigação para 22,7% da carteira e mantém 6,3% em armazenagem, combinação que melhora produtividade e timing de venda. Hoje, o SNAG11 conta com 11 ativos, exposição indireta a 264 devedores, histórico de inadimplência zerada e patrimônio próximo de R$ 1 bilhão, com mais de 130 mil cotistas — fundamentos que reforçam a tese em um mercado ancorado pela soja.