O fundo imobiliário SNME11, gerido pela Suno Asset, iniciou 2026 sob os holofotes após a aprovação da incorporação do SNFF11 em assembleia. A operação cria um veículo único com patrimônio estimado acima de R$ 400 milhões e reforça a proposta de gestão ativa em múltiplas frentes. Segundo a gestora, o objetivo é ampliar escala, eficiência e acesso a operações antes fora do alcance do fundo.
Em apresentação aos cotistas, a Suno reforçou que a integração preserva a essência do SNME11 como fundo multiestratégia. A combinação une cerca de R$ 70 milhões do SNME11 aos mais de R$ 350 milhões do SNFF11, mantendo a flexibilidade para investir em crédito, imóveis diretos e produtos estruturados. A tese central é potencializar a diversificação, não substituí-la.
Principais pontos da transação indicam patrimônio consolidado superior a R$ 400 milhões e manutenção do mandato multiestratégia. Os ativos do SNFF11 ingressam no SNME11 a preço de mercado, o que cria espaço para ajustes de carteira e eventuais realocações visando maior eficiência. Essa dinâmica tende a acelerar decisões de compra e venda conforme o cenário.
“Os ativos vêm a mercado, e isso dá liberdade para realocar”, destacou a gestão, sinalizando foco em operações líquidas e com potencial de geração de caixa. Entre os benefícios, a equipe aponta a possibilidade de capturar oportunidades com tíquetes maiores e melhor poder de negociação, algo relevante para escalabilidade.
Resultados recentes do SNFF11 ajudam a contextualizar o momento. Em 2025, o fundo distribuiu rendimentos robustos, com picos de R$ 1,10 por cota em três meses e pagamento de R$ 0,80 em dezembro. O dividend yield anualizado ficou entre 13% e 14%, impulsionado por ganhos de capital de desinvestimentos concentrados no segundo semestre.
Multiestratégia reforçada no SNME11
Com maior escala, o fundo mira operações antes inacessíveis, preservando a diversificação entre classes de ativos imobiliários e estratégias de investimento. A incorporação busca unir liquidez, disciplina de capital e execução ágil para gerar valor no médio e longo prazos.
A gestão reafirma que a estratégia multiestratégia não será diluída; ao contrário, tende a ganhar tração com a ampliação do patrimônio. O SNME11 seguirá com total flexibilidade para desinvestir quando necessário, inclusive aceitando pequenos prejuízos táticos para realocar em oportunidades com maior potencial de retorno.