O Fiagro SNFZ11 (SNFZ11) encerrou junho com novo recorde de base, somando 15.221 cotistas, e avançou na análise final para aquisição de novas propriedades rurais. No mesmo período, o fundo manteve o plano de expansão de infraestrutura de seus ativos, com destaque para a instalação de pivôs de irrigação em uma das fazendas do portfólio.
A estrutura atual da carteira combina três propriedades rurais e três Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), buscando equacionar valorização de terras agrícolas e receita recorrente com contratos de arrendamento e títulos de crédito. Em junho, a receita atingiu R$ 1,57 milhão e o patrimônio líquido totalizou R$ 120,08 milhões, sem registros de inadimplência.
- Base de 15.221 cotistas ao fim de junho
- Portfólio com 3 fazendas e 3 CRAs
- Receita mensal de R$ 1,57 milhão
- Patrimônio líquido de R$ 120,08 milhões
- Distribuição de R$ 0,10/cota (DY anualizado de 13,65% sobre R$ 9,33)
- Reserva de R$ 0,027/cota e guidance entre R$ 0,095 e R$ 0,105/cota
- Due diligence de novos imóveis em fase final
- Obras de irrigação em andamento na Fazenda Coliseu
SNFZ11: distribuição, reserva e guidance
A distribuição referente a junho foi de R$ 0,10 por cota, em linha com os meses anteriores. Considerando o fechamento da cota a R$ 9,33, o pagamento equivale a um dividend yield anualizado de 13,65%.
O resultado do mês foi de R$ 0,127 por cota. A gestão destinou R$ 0,10 por cota aos investidores e constituiu uma reserva de R$ 0,027 por cota, com o objetivo de reforçar a previsibilidade das próximas distribuições.
A gestora apresentou guidance para o trimestre entre agosto e outubro de 2026. A projeção indica pagamentos entre R$ 0,095 e R$ 0,105 por cota ao longo do período, condicionados ao desempenho operacional, ao fluxo de caixa dos contratos e às condições de mercado.
A administração afirma que a estratégia de longo prazo, associada ao crescimento da base de investidores e ao avanço dos projetos em curso, sustenta a disciplina na política de renda e a execução do portfólio.
SNFZ11: expansão do portfólio e infraestrutura
O fundo reportou avanço relevante na análise dos imóveis rurais que devem integrar o portfólio. Os processos de due diligence, etapa de auditoria e verificação documental, entraram na fase final e dependem da conclusão de ajustes formais para anúncio das aquisições.
A ampliação da carteira tem como objetivo fortalecer a combinação entre geração recorrente de caixa e apreciação do valor das terras, além de ampliar a diversificação por região e tipo de cultura. Segundo a gestão, a evolução das tratativas permite acelerar a alocação de capital dentro dos parâmetros de risco e retorno definidos.
Na Fazenda Coliseu, primeiro ativo imobiliário do fundo, as obras de infraestrutura seguiram em ritmo contínuo. A instalação de pivôs de irrigação permanece como prioridade, com expectativa de elevar a produtividade, mitigar riscos climáticos e ampliar o potencial de valorização no longo prazo.
A gestão reforçou que a carteira segue sem inadimplência e que os contratos de arrendamento e os CRAs permanecem em linha com o cronograma de pagamentos. O monitoramento dos indicadores operacionais dos ativos e a execução das obras são apontados como vetores para a manutenção do fluxo de caixa e do perfil de distribuição.
Em relação à alocação, o fundo continua atento ao pipeline de propriedades compatíveis com sua tese, observando aspectos como qualidade do solo, disponibilidade hídrica, capacidade de mecanização e viabilidade de irrigação. A expectativa é concluir os ajustes documentais das novas aquisições e comunicar os termos ao mercado após a finalização dos trâmites.
A administração indicou que a disciplina na análise e a execução do plano de investimentos são fundamentais para sustentar a geração de resultados. O foco permanece na combinação de renda contratada e potencial de valorização dos ativos agrícolas, com ênfase em infraestrutura que reduza volatilidade operacional.