Os dividendos do VILG11 foram mantidos em R$ 0,82 por cota para o mês de agosto, mesma referência adotada desde março, segundo comunicado do fundo. O pagamento ocorrerá em 15 de setembro de 2026 para os investidores com posição até o encerramento do pregão de 31 de agosto de 2026, data de corte definida pela gestora.
Com base no fechamento de agosto, de R$ 94,74 por cota, o valor corresponde a um dividend yield aproximado de 0,86% no mês. O dividend yield é a relação entre o rendimento distribuído no período e o preço de mercado da cota. Os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme as condições da legislação aplicável.
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- Rendimento: R$ 0,82 por cota (agosto), estável desde março
- Pagamento: 15/09/2026; data de corte: 31/08/2026
- Yield mensal: 0,86% sobre R$ 94,74
- Resultado de julho: R$ 13,738 milhões (R$ 0,92/cota)
- Reserva de resultados: R$ 1,939 milhão (R$ 0,129/cota)
- Guidance de rendimentos até dez/2026: R$ 0,80 a R$ 0,87/cota
- PL de julho: R$ 1,64 bilhão; valor de mercado ~R$ 1,4 bilhão
- Ocupação financeira: 99,5%; vacância financeira: 0,5%
- Inadimplência líquida: 1,3%; ABL própria: +436 mil m² em 12 ativos
- Vendas de cotas de HGLG11 no mercado secundário com ganho de capital
Resultados sustentam os dividendos do VILG11
No relatório gerencial de julho, o fundo registrou resultado total de R$ 13,738 milhões, equivalente a R$ 0,92 por cota. O desempenho operacional dos imóveis respondeu por R$ 10,293 milhões, ou R$ 0,69 por cota, e foi o principal vetor do resultado.
Como a distribuição ficou abaixo do resultado do mês, a reserva de resultados não distribuídos subiu para R$ 1,939 milhão, o que representa R$ 0,129 por cota. A gestão projeta manter os rendimentos no intervalo entre R$ 0,80 e R$ 0,87 por cota até dezembro de 2026, sujeito ao desempenho do portfólio e às condições de mercado.
Ao fim de julho, o patrimônio líquido somou R$ 1,64 bilhão, ante um valor de mercado próximo a R$ 1,4 bilhão. A cota terminou aquele mês a R$ 91,12. A base de cotistas alcançou 149.265 investidores, com volume médio diário de R$ 1,9 milhão e giro de 3,1% das cotas no período.
Portfólio e transações impactam os dividendos do VILG11
Em julho, o fundo deu continuidade ao desinvestimento de sua posição em HGLG11 no mercado secundário, alienando 420.776 cotas. O movimento gerou ganho de capital de R$ 4,15 milhões, equivalente a R$ 0,28 por cota. Ao final do mês, restavam 2.242.698 cotas do HGLG, avaliadas a mercado em R$ 330,6 milhões.
Essa posição decorre de uma transação anterior que envolveu a venda dos ativos Porto Canoa LOG, Parque Logístico Osasco, Fernão Dias Business Park e CD Privalia. O valor total foi de R$ 709,6 milhões, dos quais R$ 582,2 milhões foram liquidados por meio da entrega de 3.588.973 cotas do HGLG emitidas a valor patrimonial.
As participações diretas do fundo em imóveis somavam R$ 1,30 bilhão. O portfólio incluía 12 propriedades distribuídas por sete estados, com mais de 436 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) própria e 62 locatários. O prazo médio remanescente dos contratos era de 3,7 anos, indicador conhecido como WAULT (prazo médio ponderado dos contratos).
No cronograma de vencimentos, 7% da receita vence até o fim de 2026. Os 93% restantes se distribuem entre 2027 e 2038, com maior concentração a partir de 2029, que representa 76,2% do total. A ocupação financeira encerrou o período em 99,5%, com vacância financeira de 0,5% e inadimplência líquida de 1,3%.
As aplicações financeiras totalizavam R$ 483,0 milhões. Desse montante, R$ 88,1 milhões estavam alocados em fundos de liquidez imediata, usados para gestão de caixa, e R$ 394,9 milhões em cotas de outros fundos imobiliários, mantidas na estrutura do fundo. Essas posições contribuem para a gestão de liquidez e para a geração de resultado financeiro, complementando a receita operacional do portfólio físico.