O Fiagro SNFZ11 reportou produtividade de 55 sacas por hectare na Fazenda Xavante na safra 2024/25, preservando a estabilidade de receita apesar dos impactos climáticos. A performance veio em um cenário de perspectivas positivas para a soja no Brasil, com projeção de produção recorde de 179,7 milhões de toneladas em 2025/26, de acordo com a StoneX. Esse contexto reforça a atratividade do segmento para investidores que buscam exposição ao agronegócio com mitigação de riscos.
A safra brasileira mostrou resiliência mesmo diante de adversidades regionais. O Rio Grande do Sul registrou perdas relevantes, mas estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste compensaram parte dos impactos negativos. Entre os indicadores, destacam-se o crescimento de 1% frente à estimativa anterior, rendimento médio nacional de 3,69 t/ha e status de colheita próxima do fim — configuração típica de safra recorde.
Em fevereiro, o mercado apresentou dinâmica atípica: enquanto os futuros da CBOT avançaram 7%, para US$ 11,24/bu, os preços no físico doméstico recuaram. Esse descolamento decorreu do aumento da oferta interna no pico da colheita, além de gargalos logísticos, limitação de armazenagem e redução dos prêmios pagos por tradings e indústrias — fatores que pressionaram cotações como as de Sorriso (MT), em torno de R$ 100/saca. Dessa forma, a leitura de curto prazo exige cautela.
SNFZ11 mantém estabilidade com contratos estruturados
O Fiagro combina exposição ao desempenho produtivo com mecanismos de proteção contra volatilidade. No caso da Fazenda Xavante, a colheita foi concluída com 55 sacas/ha, abaixo do ciclo anterior, mas com receita estável devido ao desenho contratual. O pagamento atrelado a 25% da produtividade, com piso de 15 sacas/ha, cria previsibilidade e reduz a assimetria de perdas.
Outras propriedades seguem em fase de colheita
As fazendas Coliseu e Triângulo permanecem em etapa avançada de colheita, com resultados em consolidação pela gestão. Essa diversificação operacional sustenta a geração de renda recorrente e potencializa ganhos em safras mais fortes — um pilar relevante na estratégia do fundo.
A tese do SNFZ11 prioriza valorização de terras e eficiência operacional, com disciplina na alocação de capital e monitoramento de riscos. Em um ambiente de volatilidade de preços e clima incerto, o Fiagro se posiciona como alternativa para exposição ao agro com menor risco idiossincrático, apoiado em contratos estruturados e foco em ativos reais.