O fundo imobiliário SNEL11 consolidou sua estratégia de geração distribuída de energia solar com a entrada em operação da UFV Paramirim, no interior da Bahia. Com capacidade instalada de 5 MW (6,72 MWp) e geração anual estimada de 12.168 MWh, o ativo opera com contratos firmados até janeiro de 2030, oferecendo maior previsibilidade de receitas. A estrutura de caixa atrelada à produção reforça a estabilidade operacional e a proposta de renda recorrente aos cotistas.
A energia produzida está locada para a NUV Energia por meio de contratos de compensação, o que permite monetizar a geração distribuída via acordos de longo prazo. Essa engenharia reduz a volatilidade típica do mercado, ao ancorar o desempenho em métricas operacionais e não em preços de curto prazo. A combinação entre previsibilidade e escala sustenta a atratividade do fundo.
Bahia oferece vantagem competitiva
A localização na Bahia representa vantagem competitiva relevante. O estado registra alguns dos maiores índices de irradiação solar do país, favorecendo eficiência e fator de capacidade. Esse diferencial eleva a produtividade da usina e melhora a relação risco-retorno, especialmente em ciclos de maior sensibilidade do setor elétrico a choques de preço.
A UFV Paramirim entrega taxa interna de retorno estimada acima de 15% ao ano, balizada pela qualidade do parceiro operacional e pelos contratos de longo prazo. Esses pilares contribuem para um perfil de retorno estável, alinhado à tese do SNEL11 de oferecer renda previsível, ao mesmo tempo em que amplia a exposição a fontes renováveis.
SNEL11 supera 85 mil cotistas
O SNEL11 superou a marca de 85 mil cotistas, com avanço de liquidez no mercado secundário e recorde de R$ 17,8 milhões em um único pregão. Em janeiro, o volume negociado somou R$ 45,1 milhões, com média diária de R$ 2,15 milhões, consolidando um novo patamar para o FII.
O crescimento da base de investidores reflete o interesse por fundos temáticos de energia limpa e infraestrutura. A estratégia do SNEL11 combina contratos de longo prazo, diversificação geográfica e ganho de escala, enquanto os contratos de compensação asseguram fluxo de receitas vinculado à produção efetiva, reforçando a solidez da tese de geração distribuída.