O SNEL11 confirmou a distribuição de R$ 0,10 por cota aos investidores, com data-base em 15 de abril de 2026 e pagamento previsto para 24 de abril. O FII de energia solar também registrou avanço acelerado na base de cotistas, saltando de 65 mil para 90 mil investidores em apenas três meses, refletindo maior visibilidade e confiança no mercado.
Com preço de fechamento em R$ 8,55 em março, o fundo apresenta dividend yield mensal próximo de 1,17%, ancorado em ativos operacionais e contratos de longo prazo que reforçam a previsibilidade das receitas. A estratégia permanece focada na geração distribuída, buscando eficiência e estabilidade de fluxo de caixa por meio de contratos estruturados.
A liquidez do SNEL11 evoluiu de forma consistente, com volume negociado de aproximadamente R$ 70 milhões em fevereiro e média diária próxima de R$ 4 milhões. Esse movimento sustenta a atratividade do produto e amplia a participação de investidores pessoa física e institucionais no mercado secundário, favorecendo a formação de preço.
Segundo Guilherme Barbieri, head de infraestrutura da Suno Asset, a maior liquidez fortalece a tese. “O produto é muito líquido e permite uma boa possibilidade tanto para quem quer entrar quanto para quem quer sair”, destacou o executivo, ao comentar o ambiente de negociação e a profundidade do book.
O patrimônio do fundo se aproxima de R$ 1 bilhão, o que altera seu posicionamento competitivo no ecossistema de geração distribuída. Victor Duarte, CIO da Suno Asset, afirmou que o ganho de escala viabiliza acesso a ativos de maior porte e negociações diretas com grupos relevantes do setor energético.
Com maior escala, a gestão amplia o pipeline e diversifica projetos, buscando maximizar receitas recorrentes via contratos com prazos estendidos e reajustes inflacionários. O guidance indica manutenção das distribuições entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota, condicionado à entrada de novos ativos em operação e ao ramp-up dos projetos já contratados.
A perspectiva operacional segue positiva, com a maturação progressiva dos ativos e a conexão de novas usinas à rede. No longo prazo, a combinação de contratos estruturados e foco em geração distribuída sustenta a expansão da base de cotistas e o objetivo de estabilidade na distribuição de rendimentos do SNEL11.