O fundo imobiliário RZAT11 anunciou a distribuição de R$ 1,70 por cota em maio de 2026, o maior valor em 47 meses e o mais alto desde junho de 2022. A decisão reforça a trajetória de reforço de proventos do veículo, em linha com a melhora operacional e a disciplina na gestão de caixa. Com base no fechamento de abril (R$ 97,95), o dividend yield mensal estimado é de 1,74%.
A data-base dos dividendos do RZAT11 é 15 de maio de 2026. Terão direito ao pagamento os investidores posicionados até o encerramento do pregão nessa data. O pagamento está programado para 22 de maio de 2026, referente à competência de abril, cujo relatório gerencial ainda não foi divulgado pela administração.
Em comparação ao mês anterior, o novo patamar supera a distribuição baseada em março, quando o fundo pagou R$ 1,40 por cota. A elevação decorre, em parte, de efeitos não recorrentes e da indexação por inflação, elementos que já haviam impulsionado a remuneração anterior e melhorado a visibilidade de curto prazo.
Resultados financeiros divulgados de março mostraram robustez: o fundo apurou R$ 5,58 milhões em resultado, ou R$ 1,32 por cota, sobre receitas totais de R$ 5,71 milhões. As despesas ficaram próximas de R$ 130 mil e a taxa de administração somou R$ 337 mil, em um universo de 4.235.042 cotas, evidenciando eficiência operacional.
As fontes de receita foram diversificadas. Aluguéis responderam por R$ 1,86 milhão, a opção de recompra por R$ 1,29 milhão, outras receitas por R$ 2,17 milhões e receitas financeiras por R$ 383 mil. Essa composição reforça o perfil resiliente do portfólio e contribui para a previsibilidade de caixa.
No acumulado de 2026, o resultado do FII RZAT11 soma R$ 3,78 por cota, enquanto os rendimentos distribuídos alcançam R$ 3,35 por cota até abril. O fundo mantém R$ 0,62 por cota em caixa, reserva que pode sustentar distribuições futuras e mitigar eventuais oscilações pontuais.
H2: Dividendos do RZAT11 e qualidade do portfólio A carteira do fundo reúne 10 imóveis locados para 9 inquilinos, com contratos atrelados a IPCA + 10,2% ao ano, garantindo proteção inflacionária. Os ativos foram adquiridos por R$ 405 milhões e avaliados em R$ 1,04 bilhão na última medição, sugerindo potencial valorização. Esse cenário apoia os atuais níveis de proventos e sustenta a atratividade dos dividendos do RZAT11 no longo prazo.