O Fundo imobiliário RCRB11 reportou resultado de R$ 3,855 milhões em dezembro de 2024, alta de 17% em relação a novembro. O desempenho foi puxado por receitas extraordinárias, permitindo a distribuição de R$ 0,95 por cota, o maior valor em 13 meses e acima do esperado pela gestão. O resultado imobiliário somou R$ 5,206 milhões, enquanto o financeiro ficou próximo de R$ 38 mil; as despesas totalizaram R$ 1,616 milhão no mês.
O montante distribuído refletiu efeitos não recorrentes nas receitas imobiliárias, com destaque para multas contratuais que reforçaram o caixa. Os dividendos do RCRB11 chegaram a R$ 3,506 milhões, equivalentes a R$ 0,95 por cota, superando as projeções iniciais. A administração também elevou a projeção de FFO para R$ 1,18 por cota, alta de 3% ante a estimativa anterior.
A revisão do FFO decorre da entrada de novas receitas de locação e de um contrato firmado acima do previsto. Além disso, revisões contratuais válidas a partir de 2026 melhoraram as perspectivas operacionais e de distribuição. Considerando o preço de mercado, o yield anualizado projetado segue próximo de 10%, indicando atratividade para o investidor de renda.
Nova ocupação reduz vacância do RCRB11
Em dezembro, o fundo imobiliário RCRB11 concluiu a locação de 215,33 m² no edifício Bravo! Paulista para a Alymente, do setor de benefícios. A negociação ocorreu em apenas 20 dias após a saída do inquilino anterior, no modelo plug-and-play, aproveitando infraestrutura e mobiliário existentes para agilizar a entrada do novo locatário.
O contrato tem prazo de 36 meses, com condições alinhadas às transações recentes da região. Com a nova ocupação, a vacância física do FII RCRB11 caiu para 0,5%, reforçando a resiliência operacional do portfólio e a capacidade de reposição de receita em curto prazo, elementos essenciais para a estabilidade dos rendimentos.
A gestão avançou nas tratativas de venda de um ativo, em linha com a reciclagem do portfólio. Após a Carta de Intenção firmada em novembro, o processo entrou em diligência em dezembro, com análise documental do comprador e avaliação técnica do imóvel. Caso concluída, a operação pode gerar ganho de capital estimado em R$ 10 milhões (cerca de R$ 2,90 por cota), valor que deve ser incorporado aos resultados distribuíveis, ampliando o retorno ao cotista e sustentando a estratégia de maximizar valor no longo prazo para o RCRB11.