O RBRR11 anunciou a distribuição de R$ 0,95 por cota referente à competência de maio de 2026, o maior patamar em dez meses, desde agosto de 2025. O pagamento ocorrerá em 17 de junho de 2026, com direito assegurado aos investidores posicionados até o fechamento de 10 de junho. Com base na cotação de R$ 84,42 ao final de maio, o dividend yield mensal estimado é de 1,12%.
Em linha com a legislação vigente, os dividendos do RBRR11 são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas. No mês anterior, o fundo distribuiu R$ 0,90 por cota, referente ao resultado de abril. Naquele período, o resultado distribuível alcançou R$ 1,01 por cota, impulsionado pelo resgate antecipado do CRI HDEL e pela venda de posições em CRIs.
A estratégia de distribuir abaixo do resultado gerado elevou a reserva acumulada de R$ 0,20 por cota em março para R$ 0,31 por cota em abril. Nos últimos 12 meses, a média de distribuição de rendimentos do fundo foi de R$ 0,83 por cota, reforçando a consistência do histórico de pagamentos. Esse colchão de reservas pode sustentar a previsibilidade dos próximos ciclos.
RBRR11 mantém foco em CRIs atrelados à inflação
A carteira encerrou abril com 102,0% do patrimônio líquido alocado em ativos-alvo, evidenciando operação próxima ao limite de alocação. Desse total, 99,4% estavam em CRIs e operações estruturadas, enquanto 2,6% permaneciam em cotas de FIIs. Além disso, o RBRR11 mantinha 1,5% em caixa e 3,5% em operações compromissadas reversas, preservando liquidez tática.
No núcleo de CRIs e estruturas, o portfólio somava 103 ativos, com rentabilidade média ponderada de 15,2% ao ano, equivalente a IPCA + 9,2% ao ano. A concentração por indexador permaneceu majoritariamente ligada à inflação: 99% dos CRIs estavam atrelados ao IPCA, com remuneração de IPCA + 9,2% ao ano, reforçando a proteção real do portfólio.
Os papéis vinculados ao IGP-M representavam 1%, com taxa de IGP-M + 9,0% ao ano, enquanto a fatia indexada ao CDI era residual, de 0,01%, paga a CDI + 3,7% ao ano. Na distribuição setorial, o fundo mantinha exposição a sete segmentos, com destaque para o Residencial (43,1%), seguido por Logístico (33,2%) e Corporativo (22,1%).
Para o investidor, a combinação de foco em inflação, histórico de distribuição e reserva crescente pode sustentar a atratividade do RBRR11. A elevação pontual para R$ 0,95 por cota, somada ao yield de 1,12% em maio, sugere momento favorável, embora sujeito à dinâmica dos CRIs e à inflação.