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Governo avalia Plano Safra de R$ 550 bi e crédito mais barato

Governo avalia Plano Safra de R$ 550 bi e crédito mais barato
Foto: Suno/Banco

O governo federal avalia lançar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, segundo o ministro da Agricultura, André de Paula. O valor supera o ciclo anterior e reforça o compromisso com o financiamento da produção agropecuária, em um momento de custos ainda elevados e seletividade maior no crédito. As diretrizes indicam que parte das operações terá juros inferiores a 10% ao ano, aliviando o caixa dos produtores e preservando o ritmo de investimento no campo.

Para além do volume total, a proposta contempla a ampliação da linha especial de modernização de máquinas agrícolas. O recurso passaria de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com taxas de 8,5% ao ano pelo BNDES e de 9,5% por outros agentes. Essa calibragem pode acelerar a renovação de frotas, a adoção de tecnologias e ganhos de eficiência operacional, fatores centrais para manter a competitividade do setor.

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Expansão do crédito e impactos no mercado de capitais

O reforço do Plano Safra tende a impulsionar o ecossistema de financiamento ligado ao agronegócio, inclusive no mercado de capitais. Operações via Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) podem ganhar tração, à medida que um ciclo mais intenso de investimentos amplia a demanda por crédito e originação de estruturas. Esse ambiente beneficia fundos especializados que buscam lastros de qualidade e diversificação.

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Entre eles, o SNAG11 observa de perto as condições de mercado. O Fiagro adota estratégia com predominância em crédito privado do agronegócio, com exposição a CRAs e outras operações estruturadas que atendem produtores, cooperativas e empresas da cadeia agroindustrial. Essa abordagem permite capturar oportunidades decorrentes do aumento de recursos e da modernização no campo.

A consolidação de fontes privadas de financiamento complementa o crédito rural oficial. O avanço dos Fiagros e a maior relevância dos títulos de recebíveis ajudam a diluir riscos, alongar prazos e conectar investidores à economia real. Em um cenário de juros abaixo de 10% em parte das linhas e expansão da mecanização, a tendência é de maior atratividade para estruturas robustas e bem originadas.

Ao manter foco no Plano Safra, o governo sustenta a base de financiamento do agronegócio brasileiro e estimula um ciclo virtuoso de produtividade. A combinação de recursos públicos e privados, com instrumentos como SNAG11, pode fortalecer cadeias produtivas, ampliar a competitividade externa e sustentar o crescimento do setor no médio prazo.

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