O PCIP11 manterá o pagamento de dividendos em R$ 0,89 por cota, referente aos resultados de maio de 2026, conforme comunicado ao mercado. O valor repete o patamar do mês anterior e reforça a consistência da política de distribuição do fundo. O pagamento ocorre em 16 de junho de 2026 para investidores posicionados até o fechamento de 9 de junho, data-base da distribuição.
Considerando a cotação de fechamento de maio em R$ 83,61, os dividendos do PCIP11 representam um Dividend Yield mensal de 1,06%. Esse nível de retorno se apoia na geração de caixa do portfólio de crédito e no perfil de indexação majoritariamente atrelado à inflação. A manutenção do patamar sugere estabilidade operacional e previsibilidade no curto prazo.
O fundo adota estratégia voltada a crédito imobiliário, com foco em CRIs e operações estruturadas, priorizando ativos com garantias robustas e indexadores de inflação. A carteira é diversificada entre segmentos e regiões, reduzindo riscos de concentração e buscando equilíbrio entre retorno e segurança. Entre as posições, há predominância de títulos com prazo intermediário e spreads compatíveis com o risco.
Composição e desempenho da carteira
O fundo imobiliário PCIP11 encerrou abril com 94,0% do patrimônio líquido investido, alocando 86,5% em CRIs e operações estruturadas. O retorno médio ponderado atingiu 16,8% ao ano, equivalente a IPCA + 10,7% ao ano, reflexo de taxas de aquisição competitivas e de um book marcado a mercado (MTM) atrativo.
O prazo médio dos investimentos era de 3,6 anos, com spread médio de 2,6% ao ano, sem operações compromissadas ao fim do período. A carteira reunia 100 CRIs e quatro operações estruturadas, distribuídas por 14 segmentos. O varejo respondia por 20% da exposição, seguido por residencial (19%) e pulverizado (11%). Entre as principais posições, destacavam-se Renda Preferencial GPA (5,3%), Airport Town (4,7%) e Cidade Matarazzo IPCA B (4,2%). A fatia de nomes menores que 1,2% somava 33,7% do patrimônio.
Distribuição regional e indexadores
São Paulo concentrava 38% da exposição regional dos CRIs, refletindo sua relevância econômica e imobiliária. Ativos indexados ao IPCA compunham 91% da carteira, com taxa MTM de 10,6% ao ano e aquisição a 9,2% ao ano, prazo médio de 3,8 anos. Já os atrelados ao CDI somavam 5%, com MTM de 5,0% ao ano, aquisição a 5,1% e prazo médio de 1,9 ano.
O LTV médio ponderado do fundo PCIP11 era de 57%, com 38% do portfólio entre 51% e 65% de LTV e 28% entre 0% e 50%, sinalizando colchão de garantias adequado frente aos riscos de crédito.