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KNRI11 reduz vacância e eleva dividendo apesar de queda no resultado

KNRI11 reduz vacância e eleva dividendo apesar de queda no resultado
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário KNRI11 reportou resultado de R$ 24,224 milhões em fevereiro de 2025, queda expressiva frente aos R$ 71,305 milhões de janeiro, segundo o relatório gerencial. Mesmo com a retração mensal, o fundo manteve a base de receitas sustentada pelos aluguéis e reforçou a disciplina operacional. A distribuição anunciada foi de R$ 1,10 por cota, com pagamento em 13 de março de 2026, alta de 25% em relação ao mês anterior.

As receitas foram impulsionadas pelos aluguéis, que somaram R$ 23,997 milhões, além de R$ 2,526 milhões em aluguéis antecipados. Houve ainda contribuição de receitas financeiras e ganho de capital com venda de ativo, atenuando parcialmente a queda no resultado. A gestão ressalta que o montante total inclui antecipações realizadas por locatários.

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Em fevereiro, os adiantamentos de aluguéis totalizaram R$ 1,64 milhão, inferiores aos R$ 1,99 milhão de janeiro. Esse movimento sugere normalização de fluxos após forte concentração no início do ano. Para os cotistas, o dividendo de R$ 1,10 por cota reflete melhora no caixa distribuível, apoiada por menores carências e performance operacional.

Entre as movimentações relevantes: no edifício Madison, houve saída da Ativore e ocupação de meio andar pela South Capital; no Rochaverá – Torre Ebony, a Agnes AG Soluções Tecnológicas assumiu o conjunto 503, enquanto a Vifor desocupou; na Torre C do complexo, a Senner Setepla devolveu três conjuntos; no CD Global Jundiaí, a Fitsul expandiu com um módulo adicional, levando a ocupação a 100%. Essas trocas contribuíram para reequilibrar a ocupação.

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A vacância física do fundo imobiliário recuou para 4,20% ao fim de fevereiro, ante 4,30% no mês anterior. A vacância financeira também melhorou, passando de 5,58% para 5,45%, enquanto a vacância financeira ajustada por carências ficou em 5,88%, levemente abaixo dos 5,92% anteriores. Tais indicadores reforçam a resiliência do portfólio.

O Edifício Biosquare segue com 88% de avanço físico até fevereiro e mantém previsão de emissão do Habite-se para março de 2026. Toda a documentação necessária ao protocolo foi emitida, incluindo AVCB e AVS, segundo a gestora. Com a entrega em vista, espera-se impacto positivo gradativo na geração de renda e no desempenho do KNRI11.

Resultados e vacância sugerem base sólida para 2026, apesar da oscilação mensal. A continuidade da ocupação no CDs e a rotação saudável nos escritórios sustentam a tese do fundo imobiliário.

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