O IFIX encerrou a quinta-feira (7) em queda de 0,11%, aos 3.909,65 pontos, após oscilar entre a máxima de 3.917,49 e a mínima do dia, onde fechou. O recuo representou perda de 4,31 pontos frente ao fechamento anterior de 3.913,96 pontos, mantendo o índice sob leve pressão no curto prazo.
Mesmo com a correção, o índice de fundos imobiliários segue próximo da máxima de 52 semanas, em 3.944,38 pontos, sugerindo que a tendência de médio prazo permanece resiliente. A sessão foi marcada por viés negativo desde cedo, com investidores mais seletivos e volumes concentrados em poucos ativos.
Entre as altas, o LVBI11 foi o destaque do dia, com avanço de 1,47%, encerrando a R$ 109,17. O KORE11 também teve desempenho positivo, subindo 1,25% e fechando a R$ 72,55. Esses movimentos reforçam o maior apetite por fundos logísticos e estratégias oportunísticas em um pregão de cautela.
Já nas quedas, o CACR11 despencou 9,46%, terminando a R$ 34,74, em mais um capítulo da correção que vem penalizando fundos de recebíveis. Desde o início da semana, o ativo acumula perdas superiores a 70%, refletindo realocação de risco e aversão a carteiras expostas a crédito. O ARRI11 também recuou forte, com queda de 6,33%, a R$ 5,36.
Destaques do pregão
O GARE11 liderou o volume, com R$ 1,5 milhão e performance estável a R$ 8,28. Na mesma faixa de giro, o VGHF11 movimentou R$ 1,5 milhão e caiu 2,28%, fechando a R$ 5,99. O MXRF11 completou o grupo mais negociado, recuando 0,10% a R$ 9,94, com R$ 1,15 milhão.
Leitura do mercado
A concentração de negócios indica postura defensiva dos investidores, com foco em nomes líquidos e segmentos mais previsíveis. Os fundos logísticos mantiveram interesse, enquanto os de recebíveis enfrentaram forte pressão vendedora, em linha com a busca por menor risco de crédito no curto prazo. Assim, o IFIX permanece perto de sua máxima anual, mas com sinais de seletividade acentuada nos fluxos.