O fundo imobiliário HSAF11 reportou resultado de R$ 2,685 milhões em julho, com leve recuo na comparação mensal. As receitas provenientes de CRIs somaram R$ 2,252 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 209 mil. O resultado apurado correspondeu a R$ 1,06 por cota, do qual foram distribuídos R$ 0,95 por cota, equivalente a 89% do lucro caixa do período.
O pagamento ocorreu em 7 de agosto de 2026 para investidores com posição até 31 de julho. Os pagamentos dos dividendos do HSAF11 foram mantidos no mesmo patamar pelo 19º mês consecutivo. A distribuição mensal implicou dividend yield de 1,24% e taxa anualizada de 15,88%, equivalente a 119,75% do CDI líquido. Pela legislação vigente, dividendos de FIIs podem ser isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que preenchidos os requisitos legais.
Principais pontos:
- Resultado de julho: R$ 2,685 milhões; receitas de CRIs: R$ 2,252 milhões; despesas: R$ 209 mil
- Resultado de R$ 1,06/cota; distribuição de R$ 0,95/cota (89% do lucro caixa)
- Pagamento em 7/08/2026, com base em 31/07; 19º mês com o mesmo valor de proventos
- DY mensal de 1,24% e anualizado de 15,88%; 119,75% do CDI líquido
- Resultado acumulado pós-pagamento: R$ 0,11/cota; resultado contábil acumulado: R$ 0,87/cota
- Projeção para agosto: R$ 0,90 a R$ 1,00/cota (estimativa sujeita a variação)
- Cota patrimonial: R$ 88,99; valor de mercado: ~R$ 194 milhões; 8.785 cotistas
- Volume negociado em julho: R$ 10,881 milhões; média diária: R$ 473 mil; 140.687 cotas; giro de 5,6%; presença em todos os pregões
- Carteira de crédito adimplente; exposição a IPCA+ de 39,8% (spread médio de 8,73% a.a.) e CDI+ de 31,7% (spread de 4,71% a.a.)
Reservas e projeções do HSAF11
Após o pagamento de julho, o HSAF11 encerrou o mês com resultado acumulado de R$ 0,11 por cota. O resultado contábil acumulado alcançou R$ 0,87 por cota, refletindo a diferença entre o regime de caixa e o regime de competência na apuração.
Para agosto, a administração indicou projeção de distribuição entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota. Trata-se de estimativa, sujeita a variações de acordo com o desempenho das receitas, eventuais desembolsos e condições de mercado ao longo do mês.
A cota patrimonial foi atualizada para R$ 88,99. Considerando preços de tela, o valor de mercado aproximado somou R$ 194 milhões, com base de 8.785 cotistas. Esses dados oferecem referência de porte e pulverização do veículo.
Em julho, o volume negociado de cotas atingiu R$ 10,881 milhões, com média diária de R$ 473 mil. No total, foram negociadas 140.687 cotas, com giro de 5,6% no período e presença em todos os pregões. Esses indicadores sugerem liquidez consistente para operações de entrada e saída, observados os custos e o spread de negociação.
Carteira do HSAF11: indexadores, spreads e exposições
Julho não teve novas alocações nem desinvestimentos. Na carteira de crédito, os CRIs indexados ao IPCA+ representavam 39,8%, com spread médio ponderado de 8,73% ao ano. IPCA é o índice oficial de inflação; o spread representa o prêmio adicional contratado sobre o indexador.
Os títulos atrelados ao CDI+ respondiam por 31,7% da carteira de crédito, com spread de 4,71% ao ano. CDI é a taxa de referência das operações interbancárias e serve de base para a remuneração de diversos ativos financeiros. A carteira de CRIs manteve-se adimplente ao fim do mês, sem registros de atraso.
A composição do portfólio incluía ainda 15,1% em renda fixa, 10,7% em FIIs de recebíveis e 2,7% em FIIs de tijolo (fundos com imóveis físicos). Na parcela alocada em fundos imobiliários, os recebíveis concentravam 79,9% da exposição setorial. A classe logística representava 17,0% desse bloco, seguida por lajes corporativas (2,5%) e fundos híbridos (0,6%).
Entre as posições individuais de FIIs, KNIP11 e XPCI11 figuraram entre as maiores, com participações de 2,3% e 1,4%, respectivamente. A diversificação de gestores, indexadores e segmentos busca diluir riscos de crédito e de mercado, mantendo alinhamento com a política de investimentos do regulamento.
Ao fim de julho, os rendimentos do HSAF11 permaneceram no mesmo valor pelo 19º mês consecutivo, em linha com a estratégia de estabilidade de distribuição declarada pela gestão. Essa manutenção ocorre mesmo com a variação das referências de inflação e juros, observados os prêmios (spreads) contratados em carteira e a adimplência dos ativos.