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FII mantém 75% do patrimônio em CRIs e yield supera 17%

FII mantém 75% do patrimônio em CRIs e yield supera 17%
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário HABT11 (HABT11) reportou resultado de R$ 7,627 milhões em junho, após leve recuo frente aos meses anteriores. As receitas totais somaram R$ 8,274 milhões no período, enquanto as despesas atingiram R$ 646 mil. O fundo manteve a distribuição de rendimentos em R$ 0,97 por cota no mês, com dividend yield de 1,33% sobre a cotação de fechamento, equivalente a 17,25% em base anual e 20,56% com gross-up de 15% de impostos.

A gestora indicou que o resultado financeiro de junho foi de R$ 7,6 milhões, equivalente a R$ 0,94 por cota. O patrimônio líquido alcançou R$ 766,8 milhões, com cota patrimonial ajustada de R$ 94,35. A base de cotistas encolheu, encerrando o mês com 56.342 investidores.

  • Resultado de junho: R$ 7,627 milhões; receitas de R$ 8,274 milhões; despesas de R$ 646 mil
  • Distribuição: R$ 0,97/cota; DY mensal de 1,33%; 17,25% anualizado; 20,56% com gross-up de 15%
  • Resultado financeiro: R$ 7,6 milhões (R$ 0,94/cota)
  • Patrimônio líquido: R$ 766,8 milhões; cota patrimonial ajustada de R$ 94,35
  • Base de cotistas: 56.342 investidores, com recuo no período
  • Alocação: 75,27% em CRIs; 11,81% em FIIs; 12,54% em caixa (R$ 96,17 milhões)

Desempenho do HABT11 em junho

O rendimento de R$ 0,97 por cota em junho correspondeu a um dividend yield mensal de 1,33%, apurado sobre a cotação de fechamento. Em termos anualizados, o retorno foi de 17,25%, alcançando 20,56% ao considerar o “gross-up” de 15% de impostos — ajuste que simula a rentabilidade bruta como se incidisse a alíquota de 15%, prática usada para comparar com ativos tributáveis.

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Nos últimos 12 meses, os rendimentos do HABT11 somaram R$ 11,62 por cota. Conforme a legislação vigente, os proventos distribuídos pelo fundo são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que atendidas as condições legais aplicáveis à isenção.

O resultado financeiro mensal totalizou R$ 7,6 milhões, o que representa R$ 0,94 por cota, próximo ao patamar do rendimento distribuído. O patrimônio líquido foi de R$ 766,8 milhões ao fim de junho, e a cota patrimonial ajustada ficou em R$ 94,35. A base de investidores recuou no período e terminou o mês com 56.342 cotistas.

Composição da carteira do HABT11

A carteira não teve novas movimentações em junho. Do patrimônio líquido, 75,27% permaneceram alocados em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), 11,81% em fundos imobiliários (FIIs) e 12,54% em caixa, equivalente a R$ 96,17 milhões. A alocação reflete perfil majoritário em crédito imobiliário, com parcela relevante em liquidez.

Por segmento, a exposição concentra-se em multipropriedade (46%), incorporação vertical (26%) e loteamento (22%). Outros segmentos representam 6% do portfólio, preservando diversificação temática dentro do crédito imobiliário.

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Quanto aos indexadores, 66,20% do patrimônio líquido está atrelado ao IPCA, com taxa média de 11,35% ao ano. Em seguida, 5,57% estão vinculados ao CDI, a uma taxa média de 4,10% ao ano. As demais parcelas incluem INCC (1,48% a 12,52% ao ano), IGP-M (1,40% a 11,72% ao ano) e prefixado (0,62% a 12,50% ao ano). Do total do patrimônio, 45% possuem proteção contra deflação — cláusulas de proteção que evitam queda nominal de remuneração em cenários de inflação negativa — e 24% não contam com essa proteção.

Na composição por securitizadoras, a RIZA concentra 49% dos CRIs, seguida pela OPEA, com 37%. As demais posições incluem HABITASEC (6%), CANAL (3%), FORTESEC (3%) e BAMBOO (2%). A distribuição sugere concentração em plataformas específicas de originação, ainda que com presença de outras casas relevantes do mercado de securitização.

A diversificação geográfica do portfólio mostra exposição por regiões em Sudeste (27,86%), Nordeste (26,74%), Centro-Oeste (25,77%), Sul (18,94%) e Norte (1,30%). Por estados, as maiores alocações recaem sobre São Paulo (27,80%), Mato Grosso (20,06%), Rio Grande do Sul (15,59%) e Pernambuco (10,40%). Essa distribuição regional e estadual dilui riscos específicos e acompanha os mercados-alvo dos projetos financiados pelos CRIs.

Em síntese, junho combinou ligeira retração no resultado com manutenção de distribuição próxima ao resultado por cota, carteira estável e preservação de liquidez. O foco permanece em CRIs indexados à inflação, com taxas médias elevadas, e em estrutura de proteção parcial contra deflação, enquanto a base de cotistas apresentou redução no período.

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