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Guerra comercial amplia domínio do Brasil na soja e impulsiona SNFZ11

Guerra comercial amplia domínio do Brasil na soja e impulsiona SNFZ11
Imagem gerada por IA

A intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos vem redesenhando o fluxo global de commodities agrícolas e reposicionando o Brasil como fornecedor-chave de soja. Com tarifas chinesas agora a 125% para produtos americanos, importadores asiáticos aceleram a substituição de origens, favorecendo contratos de longo prazo com tradings e produtores brasileiros. O movimento cria previsibilidade de demanda e amplia a atratividade de ativos ligados ao campo.

No curto prazo, o governo brasileiro mobilizou o Ministério da Agricultura para alinhar protocolos e ampliar embarques. A taxa de importação chinesa para a soja do Brasil segue em torno de 3%, enquanto o produto americano enfrenta sobretaxas de até US$ 75 por tonelada, diferença que consolida a vantagem competitiva nacional. Essa assimetria tarifária, aliada ao custo logístico em queda, reforça o avanço do país no mercado asiático.

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Em Mato Grosso, epicentro da expansão, a área plantada saltou de 9,7 milhões de hectares (2019) para 13,1 milhões (2026), avanço de 35%. A produção subiu de 33 milhões para 51 milhões de toneladas no período, alta de 54%. Hoje, o Brasil responde por cerca de 80% das importações chinesas de soja, consolidando escala operacional e contratos recorrentes com esmagadoras e tradings. Esse reposicionamento tende a perdurar, segundo analistas, dada a reescrita de contratos e a migração estrutural da demanda.

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Guerra comercial redefine cadeia e valor da terra no Brasil

A realocação da oferta global tende a beneficiar diretamente ativos ligados à produção agrícola no Brasil. Fundos expostos a propriedades rurais capturam renda de arrendamento e ganho patrimonial, enquanto a expansão da fronteira agrícola em Cerrado e Matopiba sustenta a valorização do solo. Nos últimos cinco anos, o valor das terras agrícolas brasileiras acumulou alta superior a 113%, reflexo do maior fluxo de exportação e do aumento da produtividade.

Nesse contexto, o SNFZ11 se destaca por um portfólio concentrado em terras agrícolas arrendadas em regiões estratégicas de grãos, sobretudo no Mato Grosso. A previsibilidade de receitas, aliada ao ciclo estrutural da demanda chinesa, cria um colchão de estabilidade para o fundo. Recentemente, o SNFZ11 atingiu a marca de 12 mil cotistas, sinalizando maior interesse por ativos do agronegócio.

Em março, o fundo distribuiu R$ 0,10 por cota, com dividend yield mensal de 1,02% e anualizado de 13,17%. Segundo a gestão, o desempenho deriva da alocação em ativos de alta capacidade produtiva e de uma condução ativa do portfólio. À frente, o mercado acompanhará o diferencial tarifário entre Brasil e EUA, o ritmo da safra 2025/26 e a entrada de capital estrangeiro. Em um cenário de disputa global por alimentos, a guerra comercial reforça a tese de longo prazo da terra produtiva no país.

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