O fundo imobiliário GAME11 concluiu sua terceira emissão de cotas no fim de janeiro, captando R$ 63 milhões e ampliando o patrimônio em cerca de 31%. A liquidação ocorreu no último dia útil do mês, conforme comunicado da gestão. O movimento integrou um pacote mais amplo de operações e reforça a estratégia do veículo de acelerar a alocação para reduzir caixa ocioso e manter a eficiência do portfólio.
No agregado das transações vinculadas à oferta, incluindo aquisições e alienações com terceiros, o potencial de movimentações superou R$ 100 milhões. A alocação do capital priorizou instrumentos com matriz de risco compatível aos objetivos do fundo e horizonte de saída previamente definido, preservando flexibilidade e disciplina na gestão.
Entre as principais operações, houve a compra transitória de dois CRIs atrelados ao Grupo Pão de Açúcar, lastreados em contratos built to suit, somando aproximadamente R$ 33 milhões. Essas posições foram estruturadas de forma tática, com rentabilidade mínima pactuada e prazo determinado, permitindo avanços na montagem de alocações de médio e longo prazos.
Em janeiro, o GAME11 reportou resultado de R$ 0,105 por cota e distribuiu R$ 0,100 por cota, pago em 24 de fevereiro de 2026. O fundo manteve reserva acumulada de R$ 0,110 por cota, estratégia que busca estabilidade nas distribuições futuras e reforça a previsibilidade dos proventos ao longo do exercício.
O guidance divulgado prevê dividendos mínimos de R$ 0,100 por cota, sinalizando comprometimento com a regularidade dos rendimentos. Na carteira, não houve mudanças estruturais, apenas vendas graduais de MXRF11, aproveitando a valorização no secundário e a redução do spread over frente a outros ativos.
Com os recursos das alienações, a gestão elevou a exposição ao Capitania Oportunidades (CPTR11) para cerca de R$ 15 milhões, pouco acima de 6% do patrimônio. No secundário, as cotas oscilaram entre R$ 8,92 e R$ 9,34 ao longo de janeiro, fechando a R$ 9,09, alta de 2,48% no mês.
Desde o início, o fundo imobiliário acumula 69,3% de rentabilidade nominal, acima do benchmark do fundo (66,3%) e do IFIX (41,4% no período). Em relação ao CDI, a performance equivale a cerca de 104,7% do indicador. Nos últimos 12 meses, o ganho alcançou 13,34%, refletindo consistência frente aos principais referenciais do setor e sustentando a tese de otimização tática do portfólio.