O fundo imobiliário TGAR11 (TG Ativo Real) anunciou a distribuição de R$ 0,70 por cota em dividendos, referentes ao resultado de setembro de 2026. O pagamento ocorrerá em 15 de outubro, conforme comunicado da administração.
Terão direito ao provento os investidores posicionados ao fim do pregão de 30 de setembro, data-base definida pela gestora. As cotas negociadas a partir de 1º de outubro serão ex-direitos e não participarão desta distribuição.
- Pagamento: 15 de outubro, referente a setembro de 2026
- Data-base: 30 de setembro; ex-direitos a partir de 1º de outubro
- Valor: R$ 0,70 por cota, isento de Imposto de Renda para pessoa física, conforme legislação
- Nível mantido em relação a agosto; naquele mês, o provento implicou dividend yield mensal de 1,51%
- Últimos 12 meses até agosto: R$ 9,73 por cota distribuídos; dividend yield acumulado de 14,86%
- Patrimônio líquido em agosto: R$ 2,51 bilhões; cota patrimonial de R$ 106,64
- Valor de mercado em agosto: cerca de R$ 1,09 bilhão; cota a R$ 46,37
- Portfólio com 165 ativos em 20 estados e 91 municípios; estratégia multiestratégia
- Novo investimento em CRI: R$ 11,99 milhões, remunerado a IPCA + 12,68% ao ano
O valor de R$ 0,70 por cota mantém o mesmo patamar de agosto. Naquele mês, segundo a metodologia apresentada no relatório gerencial, o provento representou um dividend yield mensal de 1,51%. Em 12 meses até agosto, as distribuições somaram R$ 9,73 por cota, com yield acumulado de 14,86%. Dividend yield é a relação entre o total de proventos pagos e o preço da cota no período analisado.
A administração informou que os rendimentos são isentos de imposto para investidores pessoas físicas que atendam às condições previstas em lei. O pagamento está programado para ocorrer via escriturador e conforme procedimentos usuais da B3.
Patrimônio, cotistas e estratégia do TGAR11
No fechamento de agosto, o patrimônio líquido era de aproximadamente R$ 2,51 bilhões, equivalente a uma cota patrimonial de R$ 106,64. O valor de mercado totalizava cerca de R$ 1,09 bilhão, com a cota sendo negociada a R$ 46,37 no encerramento do período.
O fundo registrava 127.101 cotistas e liquidez média diária de R$ 3,88 milhões. O portfólio reunia 165 ativos, distribuídos por 20 estados e 91 municípios, refletindo a estratégia multiestratégia.
A tese envolve diferentes frentes do mercado imobiliário, como carteira de recebíveis, desenvolvimento imobiliário, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), landbank (estoque de terrenos), ativos listados em bolsa e ativos de renda. Essa diversificação busca diluir riscos entre segmentos e regiões, conforme diretrizes da gestão.
Operações e vendas do TGAR11 em agosto
Nos projetos de urbanismo, foram comercializadas 229 unidades em agosto, correspondentes a R$ 31,98 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) bruto. Após 80 distratos, o VGV líquido do segmento somou R$ 21,25 milhões.
Nos empreendimentos da Cipasa e Nova Colorado, houve a venda de 63 unidades, com R$ 8,75 milhões de VGV bruto. Após os distratos, o VGV líquido ficou negativo em R$ 2,20 milhões. Segundo a gestão, o resultado decorreu sobretudo da revisão de carteira e do distrato de clientes considerados inelegíveis, permitindo o retorno das unidades ao estoque para nova comercialização.
Nos projetos de incorporação, as vendas alcançaram 57 unidades, equivalentes a R$ 24,86 milhões em VGV bruto. Com 29 distratos no período, o VGV líquido atingiu R$ 14,19 milhões.
Na frente de crédito, em agosto foi realizado novo investimento de R$ 11,99 milhões em uma operação de CRI ligada à ABL Prime. A remuneração média ponderada do papel é de IPCA + 12,68% ao ano. A operação está atrelada a projetos imobiliários localizados em Goiás, Rio Grande do Norte e Bahia, cujo VGV conjunto é estimado em aproximadamente R$ 1,64 bilhão.
Em comunicado, a gestão avaliou o cenário de crédito imobiliário como desafiador e afirmou adotar postura prudente. As prioridades incluem preservação de liquidez, acompanhamento dos empreendimentos em fase de “desligamento bancário” (transição do financiamento da obra para recebíveis de clientes) e manutenção de reserva de resultados compatível com os riscos e as necessidades do portfólio.
A combinação entre o nível de distribuição mantido, a adição de novas operações de crédito e o acompanhamento dos projetos nas frentes de urbanismo e incorporação compõe a estratégia operacional informada para o período.