O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo ganhou tração em 2025, sinalizando uma virada após anos de excesso de oferta. Relatório do BTG Pactual aponta alta de 6% nos valores de locação e o maior volume de absorção desde 2005, com contratos acima de R$ 300 por metro quadrado em endereços mais disputados. A leitura é de mudança de ciclo, amparada por demanda qualificada e competição por ativos premium.
Na esteira dessa retomada, a vacância recuou para patamares abaixo de 15% em algumas regiões, aproximando-se do nível pré-pandemia. A dinâmica reforça a busca por lajes eficientes, localizações estratégicas e especificações técnicas elevadas. Esse deslocamento de demanda contribui para sustentação de preços e redução de concessões, especialmente em edifícios classe A e A+.
• Destaques do BTG: aumento anual de 6% nos aluguéis; contratos acima de R$ 300/m²; maior absorção líquida desde 2005; vacância abaixo de 15% em áreas seletivas; recuperação gradual após pressão prolongada sobre valores. Palavras-chave secundárias: vacância, absorção líquida, fundos imobiliários.
A mudança de ciclo sucede o período pós-pandemia, quando o estoque elevado mantinha descontos e maior flexibilidade para inquilinos. Agora, a competição por espaços de qualidade impulsiona revisões contratuais positivas e encurta prazos de comercialização. Esse movimento tende a se consolidar à medida que projetos novos permanecem mais seletivos e a reposição de oferta é gradual.
BTG mantém recomendação para lajes corporativas
O avanço do mercado corporativo favorece os veículos listados de lajes corporativas, com melhoria dos indicadores operacionais: ocupação em alta, reajustes acima da inflação em contratos e menor pressão de inadimplência. O banco observa que muitas cotas ainda negociam com desconto frente ao valor patrimonial, apesar do melhor fundamento.
Entre os destaques, o BTG cita PVBI11, BRCR11 e JSRE11 como top picks, valorizando liquidez e qualidade dos portfólios. Também recomenda compra de HGRE11, TEPP11 e RCRB11, que têm reportado incremento de ocupação e revisões favoráveis. Os preços dos aluguéis nos FIIs seguem abaixo do praticado no mercado privado, indicando potencial de convergência.
A perspectiva para 2026 inclui suporte adicional com a queda de juros e a melhora contínua do mercado de escritórios de alto padrão. Novas locações a preços superiores fortalecem a geração de caixa, sustentando dividendos e amortecendo volatilidade. Em regiões mais disputadas de São Paulo, a competição por ativos prime tende a privilegiar portfólios bem localizados e de padrão elevado.