O fundo imobiliário CXCO11 aceitou uma proposta de compra por um de seus imóveis em Cascavel (PR), situado na Avenida Brasil, no bairro Pacaembu. O ativo segue locado à Caixa Econômica Federal, que ocupa o espaço como locatária, garantindo fluxo de renda até a efetiva conclusão da operação. A alienação, se consumada, indicará uma decisão estratégica de cristalização de ganhos para o veículo.
Pelo acordo, o valor de venda foi fixado em R$ 26,866 milhões. Na assinatura do compromisso de compra e venda, haverá pagamento à vista de R$ 15,24 milhões como sinal, reduzindo a exposição do fundo ao risco de crédito do comprador. A transação foi estruturada para preservar previsibilidade de recebimento ao longo do cronograma.
O saldo remanescente de R$ 11,626 milhões será quitado em quatro parcelas semestrais de R$ 2,906 milhões, todas corrigidas pelo IPCA. A primeira parcela vence seis meses após o pagamento inicial, o que mitiga a perda de valor do dinheiro no tempo e protege o retorno real do fundo imobiliário.
Segundo o comunicado, o preço ofertado supera em mais de 39% o último laudo de avaliação do imóvel, datado de 2025, sugerindo prêmio relevante sobre o valor de referência. A proposta ainda está condicionada ao cumprimento de etapas usuais em operações imobiliárias, como diligências, formalizações e aprovações internas.
Para o CXCO11, a possível venda representa oportunidade de realização de capital acima do appraisal mais recente, com potencial de geração de ganho extraordinário para os cotistas. Caso seja concluída, a gestão poderá reavaliar a alocação dos recursos, incluindo amortização, distribuição de resultados ou reinvestimento em ativos alinhados à tese do fundo.
A administração informou que novas atualizações serão divulgadas ao mercado e aos investidores à medida que as condições precedentes forem atendidas. Até lá, o fundo imobiliário mantém o contrato de locação vigente com a Caixa, preservando a previsibilidade de receitas.
Estrutura e origem do fundo CXCO11
O CXCO11 é um condomínio fechado com foco em aquisição de ativos imobiliários e geração recorrente de renda de locação. O regulamento permite ainda investimentos em valores mobiliários, estratégia que diversifica fontes de retorno e otimiza o perfil de risco.
A carteira atual deriva de operação de Sale and Leaseback com a Caixa Econômica Federal, realizada em dezembro de 2020, quando 10 agências foram transferidas ao fundo e simultaneamente locadas de volta ao banco. O contrato de locação, com prazo de 10 anos, assegura estabilidade de fluxo.
Em março de 2021, a Caixa efetuou oferta pública secundária, vendendo a totalidade de suas cotas a R$ 101,99 cada, consolidando a base de investidores e ampliando a liquidez do veículo na B3. Sale and Leaseback e IPCA são pilares operacionais e financeiros citados neste contexto.