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CPTS11 supera o CDI na distribuição e vê lucro subir 14,4%; veja os números

CPTS11 supera o CDI na distribuição e vê lucro subir 14,4%; veja os números
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário Capitânia Securities II FII (CPTS11) reportou resultado de R$ 36,879 milhões em junho, alta de 14,4% frente a maio. As receitas totalizaram R$ 48,072 milhões e as despesas somaram R$ 11,193 milhões no período, conforme relatório gerencial.

O fundo distribuiu R$ 0,090 por cota pela competência de junho, com pagamento em 21 de julho de 2026. O resultado do mês foi de R$ 0,101 por cota, gerando R$ 0,01 por cota de resultado acumulado. O dividendo correspondeu a 125,9% do CDI líquido, considerando a cota de mercado.

  • Resultado de R$ 36,879 milhões em junho (+14,4% m/m)
  • Receitas de R$ 48,072 milhões; despesas de R$ 11,193 milhões
  • Rendimento de R$ 0,090/cota; resultado de R$ 0,101/cota; sobra de R$ 0,01/cota
  • Fechamento a R$ 7,51; dividend yield anualizado de 15,37%
  • Guidance de distribuição: R$ 0,08–R$ 0,10/cota (13,56%–17,20% a.a.)
  • Portfólio: 63,4% FIIs; 21,4% CRIs; 8,5% carrego; 6,8% caixa
  • Valor de mercado de R$ 2,73 bilhões; P/VP de 0,87
  • Base de 392.504 cotistas; volume mensal de R$ 178,095 milhões
  • Retorno desde o início: 228,9% (mercado) e 267,7% (patrimonial)

Carteira do CPTS11 em junho

A alocação do fundo é concentrada em fundos imobiliários (63,4%), seguida por certificados de recebíveis imobiliários (CRIs, 21,4%), operações de carrego (8,5%) e liquidez (6,8%). A taxa líquida da carteira ficou em IPCA + 11,78% ao ano, ante IPCA + 11,98% no mês anterior.

A carteira de crédito reúne dez CRIs indexados ao IPCA. As aquisições ocorreram a IPCA + 6,31% e, na marcação a mercado, os papéis estão a IPCA + 8,98%. O bloco apresenta duration média de 4,5 anos (prazo médio ponderado de recebimento), spread médio de 0,92% (ágio sobre o indexador), taxa nominal média de 15,16% e LTV médio de 57,61% (relação dívida/garantia). Do total, 95% dos devedores são listados e todos os ativos estão adimplentes.

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Por segmento, a carteira de CRIs está concentrada em shopping (43,9%), renda urbana (38,7%) e lajes corporativas (17,4%). A gestão reportou estabilidade na adimplência e manutenção dos parâmetros de risco dentro das diretrizes do fundo.

No livro de fundos, o FII detém 84 FIIs, com 81,2% em segmentos de “tijolo” (imóveis físicos) e 18,8% em “papel” (recebíveis). As posições foram negociadas, em média, a 1,0 vez o valor patrimonial. Os principais segmentos são shoppings (23,3%), logística (21,4%), fundos de fundos (16,1%), renda urbana (14,9%) e lajes corporativas (14,8%). As maiores posições individuais são CPOP (8,3%), GSFI (6,1%) e VXXV (5,5%).

Em junho, o fundo comprou R$ 1,37 milhão em CRIs a uma taxa média de IPCA + 8,70% e vendeu R$ 35 milhões a IPCA + 8,73%. A TIR média (taxa interna de retorno) dos fundos Capitânia investidos pelo FII foi de 13,5% ao ano, superior aos 11,5% do IFIX e aos 8,7% do IMA-B no período.

Os proventos do FII são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme condições previstas na legislação. A gestão projeta, para os próximos meses, distribuições em torno de R$ 0,09 por cota, com cenário otimista de R$ 0,10 e pessimista de R$ 0,08. O CDI, referência do mercado interbancário, é citado na comparação pelo seu equivalente líquido (após tributação em aplicações financeiras).

Desconto e desempenho do CPTS11 na bolsa

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O valor de mercado encerrou junho em R$ 2,73 bilhões, equivalente a R$ 7,51 por cota. O valor patrimonial atingiu R$ 3,14 bilhões, ou R$ 8,65 por cota. Com isso, o fundo foi negociado a 0,87 vez o patrimônio (deságio de 13%).

A base de investidores cresceu 2,78% no mês, alcançando 392.504 cotistas. O volume total negociado foi de R$ 178,095 milhões, com média diária de R$ 8,5 milhões e presença em 100% dos pregões, indicando liquidez consistente no secundário.

Desde o início, o histórico aponta retorno acumulado de 228,9% pelo valor de mercado, o que corresponde a 10,6% ao ano, e de 267,7% pela cota patrimonial, ou 11,6% ao ano. No mesmo intervalo, tais métricas superaram CDI, CDI líquido e IFIX.

Considerando a cotação de R$ 7,51 no fechamento, os rendimentos do fundo representam um yield anualizado de 15,37%. Em caso de distribuição de R$ 0,10 por cota, o yield projetado seria de 17,20% ao ano; a R$ 0,08, de 13,56% ao ano. Essas projeções dependem do desempenho operacional das carteiras e das condições de mercado, como inflação, juros e spreads de crédito.

A taxa líquida consolidada em IPCA + 11,78% ao ano e a composição entre FIIs e CRIs sustentaram o aumento do resultado mensal. A gestão manteve a adimplência dos créditos, com devedores majoritariamente listados, e realizou ajustes táticos na carteira de CRIs por meio de vendas líquidas no mês.

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