O fundo imobiliário CPTS11 reportou resultado de R$ 26,755 milhões em abril, sustentado por receitas de R$ 38,016 milhões e despesas de R$ 11,261 milhões. No mercado, a cota encerrou o mês a R$ 7,93, abaixo do valor patrimonial de R$ 8,85, indicando desconto de aproximadamente 10,4% frente ao patrimônio.
A performance refletiu o ambiente de juros elevados. A rentabilidade de mercado foi positiva em 0,48%, enquanto a patrimonial recuou 0,81%. No comparativo, o IFIX avançou 1,53% e o IMA-B, 1,81%, sinalizando desempenho relativo mais fraco do CPTS11 diante dos principais índices do setor.
Com base no fechamento de 30 de abril de 2026, o fundo apresentava yield implícito de IPCA + 10,64% ao ano, líquido das taxas de administração e gestão e com isenção de IR sobre dividendos. O movimento dos DIs, com vencimento em janeiro de 2028 a 13,89%, indicou fechamento da curva e influenciou a marcação a mercado dos recebíveis.
A distribuição de dividendos do CPTS11 referente a abril foi de R$ 0,09 por cota, paga em 20 de maio de 2026. O provento correspondeu a 122,4% do CDI líquido de 15% e representou dividend yield anualizado de 14,50% com base na cotação de mercado. Esse patamar reforçou o caráter defensivo da tese em meio à volatilidade.
O Banco Central reduziu a Selic para 14,5% ao ano, mas condicionou novos cortes, mantendo pressão na ponta longa. Esse cenário pesou sobre ativos sensíveis a juros e levou a carteira de FIIs do fundo a registrar -1,18% no mês, mesmo com a melhora marginal na precificação dos títulos atrelados à inflação.
A alocação do FII CPTS11 seguiu concentrada em FIIs (63,9%) e CRIs (24,8%), além de 8,2% em operações de carregamento a CDI + 1,0% ao ano. Na carteira de crédito, shopping centers lideraram com 41% dos CRIs (10,2% dos ativos totais). Os papéis foram adquiridos a IPCA + 6,60% e estavam marcados a IPCA + 8,57%, com duration média de 4,5 anos, spread de 1,49%, taxa nominal média de 15,37% e LTV médio de 57,30%.
Considerando a cotação atual, o CPTS11 negociava com potencial de valorização de 11,6% frente ao valor patrimonial, refletindo o desconto setorial em um ambiente ainda pressionado por juros elevados e prêmio exigido pelos investidores.