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RCRB11 lucra R$ 10,9 mi com venda de participação em edifício da Paulista

RCRB11 lucra R$ 10,9 mi com venda de participação em edifício da Paulista
Foto: Suno/Banco

O RCRB11 (Rio Bravo Renda Corporativa Fundo de Investimento Imobiliário) concluiu a venda de sua participação integral no edifício Parque Cultural Paulista, na Avenida Paulista, em São Paulo, ao inquilino do imóvel. A operação foi formalizada por meio da assinatura do Compromisso de Venda e Compra (CVC), após o exercício do direito de preferência pelo locatário, e totalizou R$ 77,1 milhões, equivalentes a cerca de R$ 15.313 por metro quadrado.

Segundo a gestão, a transação, divulgada por meio de fato relevante, gerará lucro estimado de R$ 10,9 milhões, o que representa aproximadamente R$ 2,96 por cota. O preço fechado ficou 15% acima do valor apontado no laudo de avaliação mais recente, com pagamento integral em dinheiro, sendo 50% à vista na assinatura e 50% de forma parcelada.

  • Valor de venda: R$ 77,1 milhões (R$ 15.313/m²)
  • Comprador: locatário, via direito de preferência
  • Lucro estimado: R$ 10,9 milhões (R$ 2,96/cota)
  • Preço 15% acima do laudo de avaliação
  • Pagamento: 50% à vista e 50% parcelado, em dinheiro
  • Localização do ativo: Avenida Paulista, São Paulo
  • TIR anual estimada: entre 9,7% e 10%
  • Estratégia: reciclagem do portfólio e redução de participações minoritárias

RCRB11: conclusão da venda e termos financeiros

A venda encerra um processo iniciado no fim de maio, quando a gestora informou ter firmado compromisso para alienar a participação no ativo por R$ 77,1 milhões. No fim de junho, o locatário exerceu seu direito de preferência, assegurando a aquisição nas mesmas condições oferecidas a terceiros.

A formalização se deu pela assinatura do CVC, instrumento que define condições de compra e venda até a lavratura da escritura definitiva. O pagamento será integralmente em dinheiro. Metade do montante foi quitada à vista na assinatura do contrato, e o saldo será pago de forma parcelada, conforme previsto no compromisso entre as partes.

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De acordo com o comunicado, a operação foi fechada por valor 15% superior ao apontado no laudo de avaliação mais recente. O resultado financeiro estimado é de R$ 10,9 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 2,96 por cota, considerando o efeito direto da transação para os cotistas.

RCRB11: origem da negociação e direito de preferência

O processo teve início em maio com um compromisso de alienação da participação no Parque Cultural Paulista, que foi posteriormente atualizado quando o inquilino do imóvel optou por exercer o direito de preferência contratual. Esse mecanismo concede ao locatário prioridade para adquirir o imóvel nas mesmas condições ofertadas a terceiros, preservando preço e demais termos.

Com a assinatura do CVC, a negociação passou a ser conduzida diretamente com o inquilino, nas condições originais acordadas. A conclusão, agora formalizada, encerra a etapa de execução da transação e confirma o desinvestimento do ativo pela carteira do fundo.

RCRB11: racional de reciclagem do portfólio e TIR

A administração informou que a alienação está alinhada à estratégia de reciclagem do portfólio. O objetivo é reduzir a exposição a participações minoritárias, nas quais a influência sobre decisões condominiais é limitada, e concentrar capital em edifícios inteiros ou posições mais relevantes em empreendimentos.

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Segundo a gestora, esse reposicionamento amplia a capacidade de gestão dos ativos, aumenta a flexibilidade para futuras expansões de participação em imóveis estratégicos e reforça a posição de caixa. Os recursos poderão ser realocados em oportunidades aderentes à política de investimentos do fundo, embora não tenham sido divulgados, até o momento, os ativos que devem receber o capital.

A operação apresentou TIR anual estimada entre 9,7% e 10%. A variação decorre do fato de os conjuntos alienados terem sido adquiridos em momentos distintos, influenciando o cálculo de retorno no período.

RCRB11: movimentações recentes do portfólio

A venda ocorre em um contexto de movimentação do portfólio. Em abril, a gestão anunciou nova locação no JK Financial Center, em São Paulo, com incremento estimado de aproximadamente R$ 0,05 por cota na receita anualizada do empreendimento. O contrato contribuiu para a redução de vacância no edifício e reforçou a geração recorrente de receitas do fundo.

Em junho, outro imóvel da carteira registrou aumento expressivo na receita de locação, efeito da revisão contratual dos aluguéis e da melhora na ocupação. Segundo a administradora, esses movimentos indicam evolução operacional em parte dos ativos, em linha com a estratégia de reduzir participações minoritárias e consolidar posições com maior poder de gestão.

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Com a conclusão da venda do Parque Cultural Paulista, o fundo passa a contar com recursos adicionais para novas alocações. A administração não detalhou quais ativos poderão receber os recursos provenientes da transação, mantendo o foco em edifícios e posições que proporcionem maior influência na gestão patrimonial e potencial de geração de renda.

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