O fundo imobiliário BTLG11 publicou os resultados de fevereiro com distribuição de R$ 0,80 por cota, paga em março de 2026, refletindo o desempenho do mês. Considerando o preço de fechamento do mês anterior, o rendimento corresponde a um dividend yield anualizado de 9,3%, reforçando a atratividade do portfólio logístico do fundo. A performance foi acompanhada por avanços operacionais e renegociações que sinalizam ganhos sustentáveis para os próximos trimestres.
Em fevereiro, o BTLG11 apurou resultado de R$ 53,287 milhões, alta de 34,17% frente aos R$ 39,715 milhões de janeiro. O incremento foi impulsionado pelo reconhecimento de R$ 9,5 milhões em lucro com vendas de SPEs, além da manutenção da eficiência operacional. As receitas totalizaram R$ 34,032 milhões e as despesas somaram R$ 890,5 mil, ambas em linha com a média dos meses anteriores.
A estratégia de negociação de contratos ganhou tração, com destaque para Ribeirão Preto, onde houve locação de módulo de 2,7 mil m² para empresa varejista, em contrato de cinco anos com valor 43% superior ao anterior. Em Mauá, a revisão com a principal locatária, que ocupa 51% da ABL do ativo, resultou em aumento de 25% no aluguel e extensão contratual por cinco anos a partir de 2027.
Essas movimentações vieram acompanhadas de reforço de garantias e ajustes nas condições de aviso prévio, elevando a resiliência do fluxo de recebíveis. Com as revisões realizadas, cerca de 80% da área do ativo passou por processos revisionais, acumulando ganho real de 24% nos aluguéis. Outro ponto positivo foi o BTLG Louveira IV, com incremento real de 17% no aluguel, primeiro entre os 13 imóveis adquiridos na 13ª emissão, concluída no segundo semestre de 2024.
A gestão indicou que contratos com vencimento em 2026 já estão em negociação, abrindo espaço para novas revisões favoráveis junto a inquilinos estratégicos na região. As iniciativas buscam capturar a valorização dos ativos e alinhar os contratos às condições atuais de mercado, consolidando a tese de renda previsível com potencial de crescimento.
Nos indicadores operacionais, a vacância consolidada permaneceu estável em 2,9%, patamar saudável para o segmento logístico; a vacância financeira ficou no mesmo nível. O fundo imobiliário BTLG11 detém 34 imóveis e cerca de 1,4 milhão de m² de ABL, com aproximadamente 92% dos ativos em São Paulo, principal eixo logístico do país, sustentando as perspectivas de renda e valorização.