O BBIG11 firmou, em 11 de fevereiro de 2026, um Memorando de Entendimento para alienar 9% de sua participação no Shopping Pátio Paulista, em São Paulo. A operação, no valor total de R$ 226.909.090,92, será dividida igualmente entre dois compradores, mantendo o fundo com participação majoritária no ativo após a conclusão. O fato relevante foi divulgado pela BB Gestão de Recursos, administradora e gestora do fundo.
A transação contempla a venda de 4,5% para a Iguatemi Empresa de Shopping Centers S.A. e 4,5% para o Shopping Pátio Paulista Fundo de Investimento Imobiliário de Responsabilidade Limitada (SPP FII). A movimentação indica estratégia de otimização de portfólio, com redução de exposição concentrada e possível reforço de caixa para futuras decisões de investimento.
A parcela destinada à Iguatemi, avaliada em R$ 113.454.545,46, seguirá cronograma de pagamento em três etapas. Segundo o documento, 70% serão pagos à vista no fechamento, 15% em 12 meses e 15% em 24 meses, com correção pela taxa média diária do DI. O fechamento está previsto até 8 de abril de 2026.
Não houve detalhamento sobre o cronograma de pagamento referente à fatia adquirida pelo SPP FII. A ausência de informações adicionais é comum em fases preliminares, quando partes ainda negociam condições específicas e submetem a operação a aprovações internas e regulatórias.
As condições para conclusão seguem os termos do Memorando de Entendimento, prática usual em operações de alienação de participações imobiliárias. Até o momento, não foram informados ganhos de capital, impactos no resultado do fundo ou efeitos na distribuição de rendimentos aos cotistas, o que também é típico nesta etapa.
O comunicado não abordou potenciais reflexos imediatos na cotação das cotas do BBIG11. Ainda assim, a entrada da Iguatemi como sócia pode agregar expertise operacional ao Shopping Pátio Paulista, ativo relevante no segmento de shopping centers da capital paulista, contribuindo para a gestão e valorização de longo prazo.
A alienação parcial do Shopping Pátio Paulista reforça a estratégia de alocação eficiente de capital do fundo. Dependendo da decisão da gestão, os recursos podem ser direcionados a novas aquisições ou eventualmente distribuídos aos cotistas, preservando a disciplina financeira do portfólio e a governança do ativo.