O IFIX encerrou a terça-feira (5) em queda de 0,33%, aos 3.890,75 pontos, aproximando-se da mínima do dia e reforçando o clima de cautela entre investidores. A pressão vendedora predominou ao longo do pregão, com destaque para a instabilidade em fundos de recebíveis, que voltaram a concentrar as atenções após movimentos bruscos recentes.
No intraday, o índice de fundos imobiliários oscilou entre 3.888,85 pontos na mínima e 3.905,41 pontos na máxima, sinalizando um mercado volátil, porém com faixas de preço relativamente estreitas. Em 52 semanas, o indicador segue entre 3.381,80 e 3.944,38 pontos, mantendo a trajetória de recuperação parcial frente às mínimas do período.
Entre os destaques do dia, TRBL11 avançou 9,48%, a R$ 83,23, impulsionando o segmento logístico e evidenciando apetite seletivo por ativos com fundamentos defensivos. Já URPR11 subiu 2,73%, a R$ 29,33, apoiado por fluxo comprador pontual. Na outra ponta, CACR11 recuou 11,51%, a R$ 41,70, mantendo a sequência negativa, enquanto JSCR11 caiu 2,45%, a R$ 8,41.
A continuidade das perdas em CACR11 ocorre após a gestora comunicar mudanças na dinâmica de rendimentos, o que elevou a incerteza e alimentou a aversão a risco no grupo de recebíveis. Essa volatilidade contrasta com a resiliência observada em carteiras logísticas, nas quais o IFIX encontrou algum suporte setorial.
Entre os mais negociados, o MXRF11 liderou o volume com R$ 2,23 milhões e alta de 0,82%, reforçando a preferência por nomes líquidos e tradicionais. Na sequência, GARE11 movimentou R$ 1,59 milhão (-0,12%), VGHF11 R$ 1,31 milhão (-1,42%), GGRC11 R$ 1,04 milhão (+0,30%) e CPTS11 R$ 905,49 mil (+0,13%).
A concentração de negócios em fundos amplamente acompanhados sugere um posicionamento mais conservador, com investidores priorizando histórico e previsibilidade. Nesse ambiente, o índice de fundos imobiliários reflete a seletividade do mercado, enquanto a assimetria entre segmentos deve seguir ditando o ritmo das próximas sessões. Em meio ao ruído de curto prazo, o IFIX permanece sensível a comunicação de gestores e ao cenário de juros.