O KNIP11 reportou um resultado de R$ 90,5 milhões em março, avanço de 66,67% frente aos R$ 54,3 milhões de fevereiro. O desempenho foi ancorado pela forte geração de receita com CRIs, que somou R$ 92,3 milhões no período, enquanto as despesas totalizaram R$ 6,7 milhões no mês.
A remuneração da carteira manteve correlação direta com a inflação, já que os ativos atrelados ao IPCA refletem variações defasadas de dois meses. Em março, entraram os índices de janeiro (0,33%) e fevereiro (0,70%), patamares acima dos meses anteriores, o que contribuiu para elevar o resultado operacional do fundo.
Com base nesse desempenho, o fundo imobiliário KNIP11 distribuiu R$ 1,05 por cota referente a março, com pagamento em 14 de abril de 2026. O provento representa retorno de 1,02%, considerando cota média de ingresso de R$ 102,96, reforçando a atratividade do yield no curto prazo.
Entre os destaques, os rendimentos do KNIP11 seguem isentos de IR para pessoas físicas, conforme a regra dos FIIs. Em termos relativos, o pagamento corresponde a 84% da taxa DI do período, ou 99% do CDI no cálculo de gross-up com alíquota de 15%, sinalizando competitividade frente a alternativas de renda fixa.
Novos aportes somaram R$ 234,9 milhões em operações de crédito em março, a uma taxa média ponderada de IPCA + 8,95%. O fundo investiu R$ 54,7 milhões no CRI VISC – BH Shopping (IPCA + 8,92%) e R$ 52,5 milhões na operação Creditas – 151 Sênior (IPCA + 9,47%), lastreada em carteira diversificada com garantia de home equity.
KNIP11 reforça alocação em crédito indexado ao IPCA
Na mesma estratégia, o FII KNIP11 alocou R$ 4,0 milhões na Creditas – 154 Sênior (IPCA + 9,35%) e R$ 46,3 milhões na operação Cyrela I (IPCA + 8,50%), vinculada a recebíveis imobiliários. Também destinou R$ 26,2 milhões ao BROF – Edifício E-Tower (IPCA + 8,74%), visando exposição a lajes corporativas na Vila Olímpia.
O KNIP11 fechou o mês com duas operações com a Galleria Bank, ambas com garantia imobiliária: R$ 25,8 milhões na Galleria – 140 Sênior e R$ 25,2 milhões na Galleria – 100 Sênior, contratadas a IPCA + 9,00%. A política do fundo segue focada em ativos indexados à inflação, buscando proteção contra o IPCA e maior previsibilidade de retornos aos cotistas.