O Fiagro OIAG11 entregou rendimento próximo de 4% em fevereiro, distribuindo R$ 0,12 por cota com base em resultado de R$ 0,11 por cota. Para completar a distribuição, utilizou R$ 0,01 das reservas, preservando a consistência do fluxo de pagamentos. Com a cota negociada a R$ 9,23, o dividend yield anualizado atingiu 15,6%, reforçando a atratividade do fundo frente ao setor.
A estratégia segue centrada em crédito estruturado no agronegócio, consolidando perfil de renda recorrente e menor volatilidade. Nos últimos 12 meses, o fundo sustentou média de resultado de R$ 0,11 por cota, evidenciando estabilidade. A reserva acumulada encerrou fevereiro em R$ 0,13 por cota, oferecendo colchão para distribuições futuras sem comprometer a política de rendimentos.
A composição de receitas confirma a orientação a crédito estruturado: 58,1% provenientes de CRAs e CRIs, 35,2% de outros Fiagros e 6,7% de renda fixa tradicional. Esse mix reforça a diversificação de emissores e prazos, além de mitigar riscos setoriais. A alocação em ativos-alvo avançou para 95,3% do patrimônio líquido, ante 88,5% no mês anterior, elevando a eficiência na utilização dos recursos.
Estratégia e alocação em crédito pulverizado no agronegócio
Durante fevereiro, a gestão priorizou ampliar posições já presentes na carteira e alinhadas à tese de crédito pulverizado. Entre os principais aportes, destacam-se Fator Tarken, Florindo Fiagro e Spaço Agrícola, todos indexados ao CDI, favorecendo correlação positiva com juros e controle de risco. Essa abordagem fortalece a carteira com emissores testados e estruturas consolidadas.
No Fator Tarken Sênior, foram alocados R$ 2 milhões a CDI + 2,5%, enquanto o Fator Tarken Mezanino recebeu R$ 1,8 milhão a CDI + 6,0%, refletindo maior risco e retorno. Adicionalmente, houve R$ 1 milhão no Florindo Fiagro Sênior (CDI + 3,5%) e R$ 1 milhão no Spaço Agrícola Sênior (CDI + 4,0%). Esses movimentos mantêm diversificação setorial e geográfica, além de alongar o perfil de vencimentos.
A posição de caixa encerrou fevereiro em aproximadamente R$ 4,1 milhões, garantindo flexibilidade para novas oportunidades em avaliação. No mercado secundário, a cota fechou a R$ 9,23, com volume negociado de cerca de R$ 3,29 milhões, sugerindo liquidez adequada para o segmento. A base de investidores somou 13.520 cotistas, leve recuo de 0,2%, ainda compatível com a proposta do Fiagro OIAG11.