O fundo imobiliário GAME11 (GAME11) distribuirá R$ 0,10 por cota em rendimentos a seus cotistas. Terão direito ao provento os investidores posicionados até a data-base de 10 de abril de 2026, com pagamento previsto para 23 de abril de 2026.
Com base no preço de fechamento de março, de R$ 8,93 por cota, o valor anunciado equivale a um rendimento mensal aproximado de 1,12% de dividend yield. Para pessoas físicas, os proventos de FIIs são isentos de Imposto de Renda, conforme a legislação em vigor.
GAME11 capta R$ 63 mi em emissão
O GAME11 concluiu sua terceira emissão de cotas com captação de R$ 63,0 milhões, elevando o patrimônio em cerca de 31%, de acordo com relatório da gestão. A liquidação da última tranche ocorreu no último dia útil de janeiro.
Segundo o fundo, o conjunto de operações associadas à oferta — incluindo aquisições e alienações realizadas com terceiros — alcançou potencial de transações superior a R$ 100 milhões. A gestora priorizou a alocação rápida do capital ingressado no fim do mês, com o objetivo de reduzir caixa e preservar a eficiência do portfólio.
Para isso, foram estruturadas alocações provisórias com matriz de risco alinhada à estratégia do veículo e com horizonte de saída pré-definido. Essas posições foram concebidas como táticas, com rentabilidade mínima pactuada e prazo determinado, enquanto avançam as alocações de médio e longo prazo.
Aquisição transitória de dois CRIs
Uma das frentes destacadas foi a aquisição transitória de dois Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) vinculados ao Grupo Pão de Açúcar. Os papéis são lastreados em contratos built to suit — modalidade em que o imóvel é construído sob medida para o locatário — e somam aproximadamente R$ 33 milhões.
A gestão indicou que tais investimentos têm caráter temporário e função de ponte para a consolidação das teses permanentes de carteira, sem destoar do perfil de risco pretendido para o fundo.
Qual a rentabilidade do GAME11?
Desde o início das atividades, o GAME11 acumula rentabilidade nominal de 69,3%. O resultado supera tanto o benchmark do fundo, de 66,3% no mesmo período, quanto o desempenho do IFIX, que avançou 41,4% no intervalo.
Na comparação com o CDI, a rentabilidade acumulada do fundo corresponde a aproximadamente 104,7% do indicador. Essa métrica expressa o quanto o retorno do veículo se posicionou em relação à taxa de referência de renda fixa no período.
No mercado secundário, as cotas oscilaram entre R$ 8,92 e R$ 9,34 ao longo de janeiro, encerrando o mês cotadas a R$ 9,09. O movimento representou valorização de 2,48% no mês e ganho acumulado de 13,34% nos últimos 12 meses, segundo dados reportados pela gestão.
Distribuição anunciada de R$ 0,10 por cota
A distribuição anunciada de R$ 0,10 por cota ocorre em paralelo ao processo de alocação dos recursos captados na terceira emissão. A estratégia reportada busca reduzir o custo de carregamento em caixa e manter a aderência do perfil de risco do portfólio durante a transição para posições de maior prazo.
Ao informar a data-base de 10 de abril de 2026 e o pagamento em 23 de abril de 2026, o fundo delimita o período de corte para o recebimento do provento e sinaliza previsibilidade de fluxo aos cotistas. O yield mensal estimado considera o preço de referência de março e serve como métrica pontual, não constituindo previsão de distribuição futura.
Todas as informações
- Rendimento: R$ 0,10 por cota
- Data-base: 10/04/2026
- Pagamento: 23/04/2026
- Preço de referência: R$ 8,93 (fechamento de março)
- Rendimento mensal estimado: 1,12% de dividend yield
- Emissão recente: captação de R$ 63 milhões, com aumento de 31% no patrimônio
- Operações vinculadas à oferta: potencial superior a R$ 100 milhões
- Alocações transitórias: dois CRIs ligados ao Grupo Pão de Açúcar, somando ~R$ 33 milhões
- Desempenho desde o início: 69,3% vs benchmark 66,3% e IFIX 41,4%
- Contra o CDI: 104,7% do indicador
- Cotas em janeiro: R$ 8,92–R$ 9,34; fechamento a R$ 9,09; +2,48% no mês e +13,34% em 12 meses