O fundo imobiliário RBRR11 reportou resultado líquido de R$ 9,687 milhões em fevereiro de 2025, queda de 39,9% frente a janeiro. O desempenho foi pressionado por receita extraordinária negativa de R$ 0,11 por cota, decorrente da venda parcial do CRI Plano & Plano. A distribuição de rendimentos somou R$ 11,41 milhões (R$ 0,70 por cota), o menor patamar em quatro meses, refletindo o ajuste contábil pontual.
As receitas totalizaram R$ 22,761 milhões no mês, ante despesas de aproximadamente R$ 1,249 milhão. A reserva acumulada recuou para R$ 0,17 por cota ao final do período, preservando margem para suavizar oscilações futuras. A gestão reforçou que não espera novos efeitos negativos nas distribuições dentro do regime semestral vigente, após a correção de inconsistências cadastrais herdadas.
Desempenho e carteira do fundo imobiliário
A carteira segue concentrada em crédito estruturado, com 107,4% do patrimônio líquido alocado em ativos-alvo. Desse total, 104,8% estão em CRIs e operações estruturadas, e 2,7% em cotas de outros FIIs. O fundo mantinha 3,1% em disponibilidades e 10,6% em operações compromissadas, enquanto a gestão sinaliza redução gradual da alavancagem ao longo do tempo.
Os ativos apresentam rentabilidade média ponderada de 14,9% ao ano (IPCA + 9,2% a.a.), prazo médio de 4,1 anos e spread médio de 1,1% a.a. sobre os indexadores. Entre as movimentações, houve integralização de R$ 10 milhões no CRI Cone Refri, remunerado a IPCA + 11,5% a.a., em linha com a estratégia de diversificação e retorno ajustado ao risco.
Alocação setorial e geográfica
O portfólio reúne 110 operações em seis segmentos: residencial (43%), logístico (33%) e corporativo (22%) lideram a exposição. Geograficamente, São Paulo concentra 65% da carteira de crédito. A indexação é majoritariamente atrelada ao IPCA (99%), com apenas 1% ao IGP-M. No mês, cresceram as posições nos CRIs GT – Banco do Brasil e Faria Lima Business Center, ambos a IPCA + 8,6% a.a.
A redução de R$ 40 milhões na exposição ao CRI Plano & Plano foi o vetor do impacto negativo no resultado, já que o ajuste refletiu critérios de avaliação alinhados às práticas de mercado. Segundo a gestão, o efeito é pontual e não deve se repetir nas próximas distribuições dentro do semestre.
No monitoramento de riscos, o CRI Landsol entrou em watchlist do fundo RBRR11, podendo sofrer remarcações conforme critérios do administrador. A gestão reforça o compromisso com transparência e disciplina na comunicação, mantendo foco em governança e eficiência operacional.