Os fundos imobiliários de logística encerraram 2025 com desempenho superior ao principal índice do setor. De acordo com relatório do Itaú BBA, os FIIs do segmento entregaram retorno de 23% no ano, superando os 21,1% do IFIX. O avanço ocorreu em um cenário de queda da vacância e manutenção de elevada ocupação, reforçando a resiliência do mercado.
O ambiente operacional dos galpões logísticos apresentou melhora consistente ao longo de 2025, com redução da vacância e absorção robusta. A taxa de vacância chegou a 6,6% no fim do ano, o menor nível da série histórica, enquanto a absorção bruta superou 5 milhões de metros quadrados, um recorde para o setor.
Principais indicadores destacam a força da demanda: a absorção líquida somou 2,43 milhões de metros quadrados, refletindo ocupação firme mesmo com novas entregas. As pré-locações atingiram cerca de 60% dos projetos concluídos em 2025, sinalizando apetite das empresas por áreas antes mesmo da conclusão das obras.
No recorte regional, São Paulo manteve equilíbrio entre oferta e demanda, com absorção líquida de 1,27 milhão de metros quadrados e entregas de 1,24 milhão, estabilizando a vacância em 7,5%. Em contraste, o Rio de Janeiro registrou vacância de 12,3%, a mais alta entre as praças acompanhadas, interrompendo a tendência de queda observada anteriormente no estado.
Em Minas Gerais, a vacância recuou para 1,8%, com absorção líquida de 379 mil metros quadrados e baixas entregas, em torno de 50 mil metros quadrados. Na região de Extrema, a ocupação seguiu próxima de 100%, sem novas entregas, evidenciando escassez de produto e demanda aquecida.
Apesar do quadro operativo favorável, os fundos imobiliários de logística ainda negociam com desconto. O P/VP médio do segmento está em 0,94 vez, sugerindo que as cotas seguem abaixo do valor contábil dos ativos. A combinação de vacância mínima histórica, absorção elevada e desconto no preço aponta espaço para reprecificação caso as métricas operacionais permaneçam sólidas.