O Fiagro SNAG11 avançou 1,02% na quinta-feira, fechando a R$ 10,92, em linha com o bom humor do mercado de fundos. O movimento ocorreu enquanto o IFIX também subiu 0,23%, aos 3.885,55 pontos, reforçando o apetite por risco no segmento. O ganho diário adicionou R$ 0,12 ao valor da cota, aproximando o preço de tela do patamar visto no fim de março.
O rali coincide com o início do período de sobras da 5ª emissão, fase exclusiva para investidores com posição na data-base de 3 de março. Nessa etapa, cotistas podem solicitar a subscrição de papéis não absorvidos anteriormente, ampliando sua exposição ao SNAG11 com condições potencialmente vantajosas.
- O período de reservas vai até 8 de abril
- A liquidação financeira está prevista para 14 de abril
- Há possibilidade de solicitar cotas adicionais na janela de sobras
Estratégia de crescimento do SNAG11
O preço de emissão foi fixado em R$ 10,50 por cota, já incluindo custos, o que representa desconto frente à cotação vista no fim de março (R$ 10,79). Esse deságio tende a sustentar a demanda pela oferta e a dar suporte ao book da emissão, equilibrando captação e liquidez no mercado secundário.
A operação integra a estratégia de crescimento do SNAG11, que mira captar até R$ 618,9 milhões com a emissão de mais de 60 milhões de novas cotas. O objetivo é ampliar a capacidade de investimento no agronegócio, preservando disciplina de risco e competitividade de retorno.
SNAG11 reforça foco em CRAs e diversificação
Os recursos serão destinados, majoritariamente, a Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), buscando combinar retorno atrativo com gestão de risco criteriosa. A gestão também avalia exposição tática a outros Fiagros e a ações do setor, como forma de ampliar a diversificação e reduzir a concentração por emissor. Com a nova captação, o fundo pretende sustentar renda recorrente e manter carrego competitivo, com retornos estimados acima do CDI.
O fundo pagou R$ 0,15 por cota em março, referente aos resultados de fevereiro, a investidores posicionados até 13 de março. A política de proventos é mensal, baseada no desempenho operacional e no caixa gerado por CRAs e outros ativos do agronegócio, reforçando a atratividade do SNAG11 para perfis em busca de renda.