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RECR11 corta dividendos ao menor nível em 17 meses

RECR11 corta dividendos ao menor nível em 17 meses
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário RECR11 anunciou a distribuição de R$ 0,7253 por cota referente ao desempenho de fevereiro de 2026, com pagamento em 13 de março aos investidores posicionados até 6 de março, data-base dos proventos. O valor marca o menor patamar dos últimos 17 meses, refletindo o ambiente de mercado e a dinâmica dos recebíveis imobiliários que compõem a carteira.

Com base no preço de fechamento de fevereiro, em R$ 82,42, o rendimento mensal equivale a aproximadamente 0,88% sobre a cotação de mercado. Esse percentual oferece um referencial objetivo ao cotista para avaliar o retorno corrente do fundo frente a alternativas de renda fixa e outros FIIs.

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Os dividendos do RECR11 seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme a regulamentação dos fundos imobiliários, preservando a atratividade líquida dos proventos. A gestão mantém foco em ativos de renda fixa imobiliária, priorizando Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e a alocação ativa ao longo dos ciclos.

Até janeiro de 2026, cerca de 95% do portfólio do fundo imobiliário RECR11 estava distribuído entre CRIs e FIIs, com patrimônio de R$ 2,44 bilhões. A maior fatia concentra-se nos CRIs, que somam R$ 2,22 bilhões, enquanto fundos imobiliários somam R$ 90,3 milhões e imóveis diretos, R$ 75,9 milhões. Cotas D0 totalizam R$ 53,4 milhões, e outros ativos, R$ 3,8 milhões, reforçando a diversificação do portfólio.

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A carteira de CRIs tem forte exposição à inflação: cerca de 57% dos créditos estão diretamente atrelados ao IPCA. Outros 27% possuem estrutura com piso que impede variação negativa do índice, criando um colchão defensivo em cenários de deflação. Exposições ao CDI representam 13%, ao IGP-M 3% e à TR 0,1%, compondo um mix de indexadores de inflação e taxa flutuante.

No perfil de risco, 71% da carteira é corporativa, com operações de maior porte, enquanto 29% são ativos pulverizados, distribuindo o risco entre diversos tomadores. Setorialmente, destaca-se incorporação (31%), seguida por loteamentos (18%) e hotelaria (13%), além de investimentos diretos (12%) e pessoas físicas (11%). Varejo (6%), utilities (5%), logística (3%) e multipropriedade (1%) completam o quadro, consolidando a proposta do RECR11 de combinar retorno e resiliência.

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