O fundo imobiliário CPTS11 confirmou a distribuição de R$ 0,09 por cota referente aos resultados de janeiro de 2026, com pagamento efetuado em 20 de fevereiro aos investidores posicionados na data de corte definida pela gestão. O desempenho mensal foi sustentado por receitas totais de R$ 45,298 milhões e despesas de R$ 13,348 milhões, resultando em R$ 31,342 milhões distribuídos em proventos.
Em termos de resultado, o fundo apurou lucro líquido de R$ 31,95 milhões no mês, ligeiramente abaixo dos R$ 32,443 milhões de dezembro de 2025. A rentabilidade da cota no período foi de 6,63%, enquanto a rentabilidade patrimonial alcançou 1,64%, refletindo o bom momento do mercado de crédito indexado à inflação.
Principais indicadores sinalizam estabilidade operacional: rendimento por cota de CPTS11 em R$ 0,09, resultado retido acumulado de R$ 0,007 por cota e cotação de fechamento a R$ 8,17, valor que representa desconto aproximado de 11,6% frente ao valor patrimonial estimado em R$ 9,24. A carteira de fundos imobiliários registrou retorno de 2,03%, em linha com o índice de referência do setor.
Projeções da gestão, com base na cotação de R$ 8,17, indicam manutenção do patamar de R$ 0,09 por cota no cenário-base, o que implica dividend yield anualizado de 14,05%. No cenário otimista, o rendimento poderia alcançar R$ 0,10 (yield de 15,72% ao ano), enquanto o conservador aponta para R$ 0,08 (yield de 12,40%). O dividendo de janeiro corresponde a 111,3% do CDI líquido de 15%, considerando a cotação de mercado do período.
A performance do fundo imobiliário CPTS11 superou os principais benchmarks: alta de 6,63% no mês contra 2,27% do IFIX e 1,0% do IMA-B. O movimento foi favorecido pelo fechamento da curva de juros, que ajustou a marcação a mercado dos recebíveis de IPCA + 8,49% para IPCA + 8,40%, beneficiando a precificação dos ativos.
Composição atual reforça o foco inflacionário: a carteira de CRIs do CPTS11 contava com 11 operações ao fim de janeiro, representando 23,6% do patrimônio. Toda a carteira de crédito está indexada ao IPCA, com taxa média de IPCA + 8,40%, e não há exposição a ativos atrelados ao CDI, o que mantém a sensibilidade às expectativas de inflação e juros reais.