O fundo imobiliário RZTR11 reportou resultado de R$ 112,972 milhões no segundo semestre de 2025, abaixo dos R$ 119,075 milhões do primeiro semestre.
O relatório gerencial de dezembro indica receitas de R$ 125,813 milhões e despesas de R$ 12,841 milhões no período, reforçando disciplina operacional. No mês, as cotas avançaram de R$ 96,66 para R$ 97,99, enquanto os proventos mantiveram estabilidade.
Os cotistas receberam R$ 6,00 por cota em distribuições no segundo semestre. Em dezembro, o pagamento foi de R$ 1,00 por cota, equivalente a dividend yield de 1,02%. O retorno bruto total, somando rendimentos e variação patrimonial, alcançou 2,44% no mês, refletindo o bom desempenho de curto prazo do portfólio do fundo.
A gestão promoveu ajustes na alocação-alvo para alinhar a carteira ao cenário atual e às perspectivas de curto e médio prazo. A estratégia busca capturar oportunidades táticas sem perder de vista a visão estrutural do veículo. Esse redesenho pretende ampliar a eficiência do uso de capital e a resiliência dos fluxos de caixa.
O cenário vem mostrando maior interesse por ativos ligados à estratégia de land equity, que se destaca por assimetrias relevantes e potencial de retornos acima do benchmark no longo prazo. Essa abordagem combina valorização de terras com desenvolvimento produtivo, oferecendo alternativas ao arrendamento tradicional. A diversificação entre perfis de risco aumenta a capacidade de geração de alfa.
Operações e impactos por cota
O fundo imobiliário RZTR11 firmou compromisso de venda da Fazenda Clarão da Lua – Grupo 4, conforme fato relevante de 12 de novembro de 2025. A operação se soma à venda da Fazenda Clarão da Lua – Grupo 3, concluída em 28 de agosto de 2025. Em conjunto, as transações devem gerar impacto positivo estimado de R$ 1,98 por cota, reconhecido gradualmente conforme os cronogramas contratuais.
Estratégia multiativa e foco no longo prazo
A estratégia do FII RZTR11 é multiestratégia, combinando arrendamento, compra e venda de propriedades rurais, com ênfase em sale & leaseback, buy to lease e land equity.
Enquanto o arrendamento tradicional de terras agrícolas no Brasil rende em torno de 3% ao ano, o fundo busca superar esse patamar por meio de operações mais sofisticadas e captura de ganhos de capital.
No agregado, a abordagem diversificada amplia as fontes de retorno no mercado agrícola. Em especial, as frentes de land equity oferecem potencial de valorização superior, apoiando a tese de longo prazo do RZTR11.