O fundo imobiliário PSEC11 encerrou dezembro com receitas de R$ 38,414 milhões e despesas de R$ 919,3 mil, gerando resultado operacional de R$ 37,494 milhões. Após ajuste a mercado de R$ 25,592 milhões, o resultado líquido foi de R$ 12,715 milhões, com distribuição de R$ 0,65 por cota. A etapa marcou o terceiro mês completo após a consolidação de HGFF11 e BPFF11, com a gestão avançando na reorganização do portfólio e planejando reduzir posições para cerca de 90 FIIs.
O mês apresentou retorno de 2,7% no patrimônio líquido, abaixo do IFIX (3,1%), enquanto as cotas no secundário valorizaram 3,4%. A relação P/VP fechou em 0,85 vez, inferior à média histórica de 0,91 vez, e o fundo manteve R$ 0,05 por cota em reserva de lucros, além de R$ 0,33 por cota como ganho de capital não realizado. Esses indicadores reforçam a disciplina na gestão e a busca por eficiência alocativa.
A performance abaixo do benchmark refletiu a composição do portfólio. Ativos menos líquidos, como FIIs via private placement e CRIs, que somam 35% da carteira, tendem a responder com atraso em ciclos de alta mais forte. Fundos com perfil mais especulativo — ausentes no PSEC11 — normalmente lideram rallies, explicando o descolamento de curto prazo.
Desde fevereiro de 2020, o fundo imobiliário PSEC11 supera o IFIX, acumulando +34,8% versus +23,4% do índice, o que representa 149% do benchmark no período. Essa trajetória evidencia a consistência da estratégia, mesmo com janelas pontuais de underperformance em contextos específicos de mercado.
Em dezembro, a carteira foi ajustada com vendas de R$ 114,7 milhões em cotas de FIIs, equivalente a 8% do patrimônio líquido. No trimestre pós-consolidação, o total vendido alcançou R$ 216 milhões. A quantidade de posições caiu de 118, em setembro, para 102 ao fim do ano, com objetivo de convergir para aproximadamente 90 ativos nos próximos meses.
A destinação dos recursos incluiu R$ 65 milhões no CRI WTC e R$ 15 milhões em operação compromissada de curto prazo, remunerada próxima de 200% do CDI. O CRI WTC paga CDI + 2,0% ao ano, lastreado em CCIs do Complexo WTC, às margens do Rio Pinheiros, em São Paulo, reforçando a diversificação e o perfil de crédito.
Para janeiro de 2025, a gestão projeta vender cerca de R$ 100 milhões em cotas de FIIs, alocando R$ 85 milhões em oito novos CRIs. Serão R$ 40 milhões em papéis atrelados ao IPCA, com taxa média de IPCA + 9,6% ao ano, e R$ 45 milhões com remuneração média de CDI + 2,5% ao ano. A perspectiva é manter esse padrão de giro e alocação, condicionada ao cenário.