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Vacância cai e demanda por lajes A+ acelera em São Paulo

Vacância cai e demanda por lajes A+ acelera em São Paulo
Pinheiros, Faria Lima e Chucri Zaidan lideram retomada dos escritórios em SP; veja outras regiões

O mercado de lajes corporativas de alto padrão (A+) em São Paulo acelerou no quarto trimestre de 2024, com absorção líquida de 74,1 mil m², segundo o BTG Pactual com dados da Buildings. O resultado representa avanço relevante frente aos 26,9 mil m² do trimestre anterior e confirma o fortalecimento da demanda em polos consolidados. No acumulado do ano, a absorção atingiu 238 mil m², mesmo em um cenário de expansão do estoque desde 2019.

A melhora ocorreu em um ambiente de oferta mais madura, após a entrega de cerca de 880 mil m² nos últimos anos. Esse quadro favoreceu a redistribuição de ocupação e a formação de preços em regiões de maior liquidez. Em paralelo, a taxa de vacância geral recuou de 13,7% para 12,1%, sinalizando um ciclo de reequilíbrio entre oferta e demanda.

Os destaques vieram de Marginal Pinheiros (eixo Rebouças), Faria Lima e Chucri Zaidan, que concentraram a maior parcela do volume absorvido. Pinheiros liderou com 26,3 mil m², seguida por Faria Lima (14,1 mil m²) e Chucri Zaidan (13,5 mil m²). Essas praças combinaram absorção positiva, queda de vacância e preços pedidos resilientes.

No trimestre, os preços médios pedem continuidade de alta. Na Faria Lima, o valor médio alcançou R$ 286,9/m², próximo ao patamar de R$ 300/m² em novas negociações. A Chucri Zaidan avançou para R$ 110,1/m², enquanto a Paulista marcou R$ 144,0/m². Em Pinheiros, a estabilidade em R$ 158,4/m² reflete liquidez consistente sem pressão exagerada de preço.

Lajes corporativas: demanda se espalha e vacância recua

A vacância das lajes corporativas A+ caiu para 12,1% no 4T24, com recuos disseminados. Pinheiros teve o maior ajuste, de 17,3% para 11,6%. Faria Lima reduziu de 9,1% para 7,8%, mantendo-se entre as áreas mais restritivas. Chucri Zaidan também cedeu, de 17,7% para 16,2%, reforçando a tração da procura por áreas A+.

Regiões adjacentes, como Chácara Santo Antônio e Vila Olímpia, registraram absorção líquida positiva, impulsionadas pela busca de padrão construtivo elevado a preços relativamente mais acessíveis. Embora os volumes ainda sejam moderados, o movimento sugere transbordamento da demanda dos eixos mais tensionados.

Para 2025, a perspectiva é de menor pressão de novas entregas, contribuindo para estabilidade ou queda adicional da vacância no curto prazo. Com absorção positiva, estoques futuros controlados e preços firmes, as lajes corporativas de São Paulo devem manter um ambiente seletivo, com vantagem competitiva para ativos bem localizados e especificações de alto padrão.

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