O LVOL11 encerrou dezembro com alta de 1,69%, amparado principalmente pelo desempenho do setor de Bens Materiais, que respondeu por 1,56% do resultado no mês. Esse impulso colocou o ETF entre os destaques da categoria de baixa volatilidade, reforçando sua proposta de gerar retornos mais estáveis mesmo em cenários de oscilação de mercado.
Além disso, o setor Financeiro foi o segundo maior vetor positivo, adicionando 0,69% ao retorno mensal. Consumo Não Cíclico somou 0,30%, enquanto Utilities contribuiu com 0,08%, compondo um quadro de ganhos distribuídos entre setores defensivos e de qualidade, típicos da estratégia proposta.
Na direção oposta, Comunicações se destacou como principal detrator, com impacto de -0,60% no desempenho, seguido por Real Estate, que subtraiu 0,26% do retorno mensal. Esses movimentos ressaltam a importância da diversificação setorial na construção do índice replicado.
Como funciona o LVOL11
O ETF replica o Ibovespa Smart Low Volatility B3, um subíndice do Ibovespa que aplica critérios de menor volatilidade. A estratégia busca reduzir oscilações, mitigar perdas relevantes e entregar retornos mais previsíveis, sendo adequada a investidores com menor apetite a risco.
A gestão utiliza o aluguel de ações para compensar parte da taxa de administração. Nesse mecanismo, os ativos são emprestados temporariamente a outros participantes do mercado, gerando receita adicional que é incorporada ao patrimônio do fundo sem alterar a composição da carteira.
Essa receita acessória contribui para a rentabilidade e não modifica o perfil de risco do ETF, mantendo a aderência à metodologia do índice. Em síntese, a prática otimiza custos e sustenta a eficiência operacional do produto.
O índice é classificado como Smart Beta e é rebalanceado a cada quatro meses. A carteira vigente cobre o período de janeiro a abril de 2026, conforme a última divulgação. Até dezembro, Utilidade Pública tinha 38% de peso, seguida por Financeiro (23%) e Materiais Básicos (15%).
Real Estate e Consumo Não Cíclico representavam 7% cada, Comunicações 6% e Energia 3%. Entre os principais papéis estavam TAEE11, ISAE4, CPFE3, CPLE3, EQTL3, EGIE3, CMIG4 e AXIA3, além de ENGI11, AXIA7, BBSE3, ITSA4, ITUB4, CXSE3, PSSA3 e SANB11.
A carteira se completa com KLBN11, BRAP4, SUZB3, VALE3, ALOS3, MULT3, ABEV3, SLCE3, VIVT3, TIMS3 e PETR4, refletindo um portfólio diversificado sob critérios de risco e estabilidade.