O RZTR11 (Riza Terrax) encerrou janeiro de 2026 com 150.513 cotistas e patrimônio líquido de R$ 1.765.815.892,73, conforme relatório de gestão. No período, o fundo possuía 18.851.720 cotas emitidas, reforçando sua relevância no segmento de fundos imobiliários rurais.
Em termos de precificação, a cota patrimonial foi de R$ 94,62, enquanto a cota de mercado fechou em R$ 98,54. O P/VP de 0,99 indica que o fundo negociou muito próximo ao valor contábil, sinalizando avaliação alinhada ao seu patrimônio.
A liquidez média diária do RZTR11 atingiu R$ 3.067.720,78 ao longo de janeiro, refletindo bom volume de negociação no mercado secundário. Esse patamar favorece a entrada e a saída de investidores, reduzindo custos de fricção.
Composição do portfólio agrícola
O patrimônio líquido de R$ 1,76 bilhão está alocado em 24 ativos rurais que somam 84.075 hectares. Essa diversificação geográfica dilui riscos climáticos e regulatórios, fortalecendo a resiliência do portfólio.
Os contratos de arrendamento das propriedades agrícolas têm prazo médio final de 10 anos, com taxa média de 15,01%, segundo o relatório gerencial. A previsibilidade contratual sustenta distribuição de rendimentos mais estável.
A estratégia do RZTR11 combina aquisição, arrendamento e venda de propriedades agrícolas, mirando retorno consistente no longo prazo. Esse modelo captura valorização da terra e geração de renda recorrente.
Estratégias de investimento
O fundo opera múltiplas frentes no investimento rural, ampliando o leque de oportunidades. Essa abordagem multifatorial busca otimizar risco-retorno em diferentes ciclos do agronegócio.
A gestão prioriza ativos com potencial de valorização e fluxo de caixa estável via arrendamentos. Com isso, os 150.513 cotistas acessam renda do campo sem investir diretamente em terras, antes restritas a grandes players.
Os FIIs rurais crescem com a demanda global por alimentos e a expansão do agronegócio brasileiro. O RZTR11 se posiciona como alternativa para exposição ao setor, ancorado em uma tese de longo prazo.