O fundo imobiliário CPTS11 (CPTS11) encerrou julho de 2026 com resultado de R$ 30,435 milhões, equivalente a R$ 0,084 por cota. O montante ficou abaixo dos R$ 36,879 milhões registrados em junho, quando o resultado havia alcançado R$ 0,101 por cota.
Mesmo com a redução mensal, a distribuição de dividendos do CPTS11 foi mantida em R$ 0,09 por cota. O pagamento foi programado para 21 de agosto de 2026, aos investidores com direito na data de divulgação do informe.
Aprenda a investir com mais autonomia com os cursos e ferramentas da Suno, do básico ao avançado. Clique e conheça o combo completo e veja todos os benefícios da oferta.
- Resultado de julho: R$ 30,435 milhões (R$ 0,084/cota)
- Distribuição: R$ 0,09/cota, pagamento em 21/08/2026
- Receitas: R$ 46,594 milhões; despesas: R$ 16,158 milhões
- Receitas por fonte: R$ 11,862 mi (rendimentos de FIIs), R$ 8,412 mi (CRIs), R$ 26,203 mi (ganhos de capital com FIIs)
- Provento equivalente a 115,9% do CDI líquido (alíquota de 15%)
- Resultado acumulado ao fim do mês: R$ 0,004/cota
- Dividend yield anualizado: 15,35% a R$ 7,52/cota; 12 meses: 14,30%
- Projeção central de distribuição: R$ 0,09/cota (faixa: R$ 0,08 a R$ 0,10)
- Alocação: 67,7% em 84 FIIs; 22,9% em 10 CRIs (IPCA + 8,86% a.a.); 9,3% em operações de carrego de FIIs
- Maior exposição setorial em FIIs: shopping centers (22,8%)
- Mercado: cota a R$ 7,52; valor patrimonial (NAV) a R$ 8,56
- Cotistas: 398.167 (ante 392.504 em junho)
As receitas do mês somaram R$ 46,594 milhões, ante despesas de R$ 16,158 milhões, resultando no lucro contábil divulgado. Entre as fontes, destacaram-se R$ 11,862 milhões provenientes de rendimentos de fundos imobiliários, R$ 8,412 milhões oriundos de certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e R$ 26,203 milhões ligados a ganhos de capital com FIIs.
O fundo distribuiu R$ 32,715 milhões em dividendos relativos a julho. Conforme a gestão, o provento correspondeu a 115,9% do CDI, ao considerar CDI líquido de 15% de imposto e a cotação de mercado do fundo. No encerramento do mês, o relatório apontou R$ 0,004 por cota de resultado acumulado.
Pela cotação de R$ 7,52 no fechamento de julho, o dividend yield anualizado foi estimado em 15,35%. No período de 12 meses, o indicador ficou em 14,30%. A manutenção do patamar de R$ 0,09 por cota repetiu os meses anteriores.
A projeção central da gestão para os próximos meses indicou distribuição de R$ 0,09 por cota, com intervalo de R$ 0,08 a R$ 0,10 por cota. O material ressalvou que tais projeções se baseiam em cenários e premissas internas, sem garantia de retorno.
Dividendos do CPTS11: indicadores e projeções
Segundo o relatório, a referência a 115,9% do CDI considerou a alíquota de 15% para o cálculo líquido do indicador de referência e a cotação de mercado do fundo. O resultado acumulado de R$ 0,004 por cota ao fim de julho sugere margem limitada de carrego para pagamentos subsequentes, conforme informado.
A estimativa de distribuição entre R$ 0,08 e R$ 0,10 por cota, com centro em R$ 0,09, permanece condicionada à dinâmica de resultados das carteiras de FIIs e de CRIs, aos movimentos de marcação a mercado e ao comportamento dos indexadores de inflação e CDI.
Na alocação, 67,7% do portfólio estava em 84 FIIs ao final de julho. Dentro desse bloco, 82,2% eram fundos de “tijolo”, com ativos imobiliários físicos, e 17,8% “de papel”, focados em recebíveis. Shopping centers representaram a maior exposição setorial dessa carteira, com 22,8%.
A carteira de crédito reunia 10 CRIs, equivalentes a 22,9% dos ativos, todos indexados ao IPCA. A marcação média estava em IPCA + 8,86% ao ano. A gestão informou 100% de adimplência e classificou a carteira como high grade, sem operações estressadas.
Os demais 9,3% dos ativos estavam alocados em operações de carrego de FIIs para outros fundos, com remuneração atrelada a CDI + 1% ao ano.
Fundo movimenta carteira de CRIs em julho
As operações definitivas em CRIs foram pontuais. O fundo comprou aproximadamente R$ 128 mil em recebíveis, com taxa média de aquisição de IPCA + 10,98% e spread médio de 2,10% — o spread é o prêmio acima do índice de referência. As compras incluíram operações ligadas a GPA/TRX, BRF e São Carlos.
Nas vendas, foram negociados cerca de R$ 7 mil de um CRI associado à São Carlos, a uma taxa média de IPCA + 10,38% e spread de 1,56%. A transação gerou resultado de R$ 290.
No mercado secundário, a cota terminou julho a R$ 7,52, ante valor patrimonial de R$ 8,56. A rentabilidade a mercado, ajustada pelos proventos, foi de 1,34% no período, enquanto a variação patrimonial ficou em -0,06%.
Ao final do mês, o fundo contabilizava 398.167 cotistas, avanço em relação aos 392.504 observados no mês anterior.