O BTG Pactual Logística (BTLG11) apurou resultado de R$ 57,98 milhões em julho de 2026, acima dos R$ 55,52 milhões de junho, no quarto mês seguido de crescimento. O resultado por cota atingiu R$ 0,82, enquanto a distribuição permaneceu em R$ 0,81.
A receita mensal somou R$ 36,44 milhões, praticamente estável frente aos R$ 36,27 milhões do mês anterior. O NOI alcançou R$ 34,85 milhões. As locações renderam R$ 37,90 milhões e foram parcialmente compensadas por R$ 1,46 milhão em descontos comerciais.
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O resultado financeiro totalizou R$ 31,81 milhões, composto por R$ 16,48 milhões de rendimentos de caixa e R$ 16,74 milhões advindos de FIIs e CRIs, ante despesas financeiras de R$ 1,41 milhão. Os proventos foram de R$ 56,21 milhões, equivalentes a R$ 0,81 por cota, quinto mês consecutivo no mesmo patamar.
Com base no preço de mercado de R$ 100,81 por cota considerado no relatório, a distribuição corresponde a dividend yield anualizado de 9,9%. O fundo encerrou julho com resultado acumulado de R$ 908,35 mil (R$ 0,01 por cota).
No balanço, o patrimônio líquido somou R$ 7,58 bilhões, com R$ 5,45 bilhões em imóveis, R$ 1,70 bilhão em caixa e R$ 603,43 milhões em outros FIIs. A cota patrimonial terminou o mês em R$ 106,86.
- Resultado de R$ 57,98 milhões em julho; R$ 0,82 por cota
- Distribuição de R$ 0,81 por cota; yield anualizado de 9,9% a R$ 100,81
- Receita de R$ 36,44 milhões; NOI de R$ 34,85 milhões
- Resultado financeiro de R$ 31,81 milhões; despesas financeiras de R$ 1,41 milhão
- Patrimônio líquido de R$ 7,58 bilhões; cota patrimonial de R$ 106,86
- Vacância de 2% e portfólio com 34 imóveis e 1,4 milhão m² de ABL
- Concentração de 92% da ABL em SP; 97% dos contratos indexados ao IPCA
- Alavancagem baixa: dívida de R$ 144,9 milhões em CRIs; LTV de 1,9%
Desempenho do BTLG11 em julho
A receita operacional do mês totalizou R$ 36,44 milhões, praticamente estável em relação a junho (R$ 36,27 milhões). As locações geraram R$ 37,90 milhões, compensadas por R$ 1,46 milhão em descontos. O NOI, métrica que reflete o resultado operacional dos imóveis antes do resultado financeiro e impostos, foi de R$ 34,85 milhões.
O resultado financeiro somou R$ 31,81 milhões e sustentou parte relevante do desempenho mensal. Desse total, R$ 16,48 milhões vieram de rendimentos de caixa, e R$ 16,74 milhões, de alocações em FIIs e CRIs. As despesas financeiras foram de R$ 1,41 milhão.
O resultado por cota avançou para R$ 0,82, acompanhando a trajetória de quatro meses consecutivos de crescimento do lucro. A manutenção da distribuição em R$ 0,81 por cota indica estabilidade na política de repasses no curto prazo, mesmo com a alta do resultado.
Dividendos do BTLG11 e histórico recente
Os proventos do mês somaram R$ 56,21 milhões, equivalentes a R$ 0,81 por cota, valor mantido pelo quinto mês seguido. Antes disso, o fundo distribuiu R$ 0,80 por cota em janeiro e fevereiro e R$ 0,79 por cota nos últimos cinco meses de 2025, conforme o histórico divulgado.
Com o preço de referência de R$ 100,81 por cota, a distribuição mensal representa um dividend yield anualizado de 9,9%. Ao final de julho, o fundo registrou R$ 908,35 mil em resultado acumulado, ou R$ 0,01 por cota, sinalizando pequena reserva após o pagamento dos proventos.
No patrimônio, a cota patrimonial encerrou em R$ 106,86. A estrutura de ativos incluía R$ 5,45 bilhões em imóveis, R$ 1,70 bilhão em caixa e R$ 603,43 milhões investidos em outros FIIs.
Vacância e portfólio do BTLG11
A vacância do portfólio era de 2% em julho, com a maior parte dos imóveis ocupada. As áreas vagas se concentravam nos ativos de Embu, Santo André, Cabreúva e Campinas II.
A carteira seguia concentrada em São Paulo, que representava 92% da ABL do fundo. Pela ótica da receita, 38% dos ativos estavam em um raio de 30 quilômetros da capital e outros 38% em até 60 quilômetros, reforçando a exposição a mercados logísticos da macrorregião.
Os imóveis logísticos respondiam por 95% da ABL. Os contratos típicos representavam 66% das receitas e os atípicos, 34%. A indexação era majoritariamente ao IPCA, que ajustava 97% dos contratos vigentes, conforme o relatório.
Entre os maiores locatários estavam Assaí (8% da receita), DHL, Unilever e Ceva (6% cada), além de Amazon, Luft e Nestlé (4% cada). Os 20 principais inquilinos concentravam 67% da receita contratada do fundo.
Ao fim de julho, o portfólio reunia 34 imóveis, somando cerca de 1,4 milhão de metros quadrados de ABL. A alavancagem era baixa, com saldo devedor de R$ 144,9 milhões em CRIs e LTV de 1,9%, conforme informado pelo fundo.