HGRU11 manterá o pagamento de R$ 0,95 por cota referente a agosto, com crédito previsto para 15 de setembro de 2026 aos cotistas posicionados até o encerramento do pregão de 31 de agosto de 2026. Os dividendos do HGRU11 correspondem a um dividend yield mensal aproximado de 0,82%, considerando a cotação de fechamento de agosto, de R$ 115,33 por cota.
O patamar de R$ 0,95 por cota vem sendo praticado desde fevereiro. Os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, observadas as condições da legislação específica aplicável aos fundos imobiliários.
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- Rendimento de agosto: R$ 0,95 por cota
- Data de corte: 31/08/2026; pagamento: 15/09/2026
- Yield mensal: 0,82% sobre R$ 115,33 (fechamento de agosto)
- Isenção de IR para pessoa física, conforme lei
- Receita de julho: R$ 1,05/cota; resultado distribuível: R$ 0,83/cota
- 7ª emissão aprovada: até R$ 1,1 bi, para investidores profissionais
- Portfólio: 104 imóveis, 613.427 m² de ABL, em 15 estados
- Vacância física e financeira: 0,8%
- Contratos: 80% atípicos, 20% típicos; 99% IPCA, 1% IGP-M
- Principais inquilinos: Carrefour (24%), Assaí (22%), Pernambucanas (17%), YDUQS (13%), DMA (6%)
- Alocação em FIIs: 8,6% do patrimônio
- Alavancagem: 5,1% em julho; projeção de 4,8% até o fim de 2026
- Obrigações por aquisições: R$ 294 mi (R$ 96 mi no curto prazo)
Resultado e 7ª emissão: dividendos do HGRU11
No relatório gerencial de julho, o fundo apurou receita total de R$ 1,05 por cota e resultado distribuível de R$ 0,83 por cota. Não houve impactos não recorrentes no período. A base de investidores encerrou julho com 231.200 cotistas.
Em Assembleia Geral Extraordinária concluída em 7 de agosto, foi aprovada a 7ª emissão de cotas, com volume inicial de até R$ 1,1 bilhão. A oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais, com o objetivo de fortalecer a estrutura de capital e viabilizar novas aquisições.
A manutenção do nível de rendimentos em R$ 0,95 por cota desde fevereiro reflete o comportamento operacional recente do portfólio. A combinação entre resultado recorrente, controle de vacância e contratos indexados à inflação sustenta o fluxo de caixa distribuível.
A política de distribuição considera o resultado recorrente, preservando a previsibilidade dos pagamentos mensais. O yield de 0,82% em agosto deriva da relação entre o rendimento declarado e o preço de fechamento do mês, de R$ 115,33 por cota.
Expansão da carteira e alocação: dividendos do HGRU11
O portfólio foi ampliado para 104 imóveis, distribuídos por 15 estados, somando 613.427 metros quadrados de área bruta locável (ABL). A expansão ocorreu após duas aquisições em julho: um portfólio de cinco lojas no Leblon por R$ 100,4 milhões, a um cap rate de 9,4% ao ano, e o imóvel educacional São Judas, em São Bernardo do Campo, por R$ 50,0 milhões, a um cap rate de 10,0% ao ano.
Cap rate é a taxa de capitalização, calculada pela relação entre a renda anual do imóvel e seu preço de aquisição, indicador comum para avaliar retorno imobiliário. As aquisições ampliaram a diversificação por segmentos e regiões.
A vacância física e a financeira permaneceram estáveis em 0,8% no mês, sem movimentações de locatários. Houve reajustes contratuais em 13.215 metros quadrados de ABL, reforçando a indexação do portfólio a índices de inflação.
A receita contratada está concentrada em contratos atípicos (80%) e típicos (20%). Contratos atípicos geralmente têm prazos mais longos e multa vinculada ao saldo remanescente em caso de rescisão. Contratos típicos seguem prazos usuais, com penalidades menores. Quanto aos índices, 99% dos contratos são corrigidos pelo IPCA e 1% pelo IGP-M.
Por segmento, a exposição é composta por varejo alimentício (52%), educacional (26%), varejo de vestuário (16%) e outros (6%). Entre os inquilinos, destacam-se Carrefour (24% da receita), Assaí (22%), Pernambucanas (17%), YDUQS (13%) e DMA (6%).
A carteira conta também com alocação estratégica em seis fundos imobiliários, equivalente a 8,6% do patrimônio: FCFL11 (3,53%), SPVJ11 (2,11%), GARE11 (1,88%), JFLL11 (0,48%), TVRI11 (0,43%) e KNIP11 (0,15%). Essas posições oferecem liquidez e flexibilidade para gestão de caixa e obrigações.
A alavancagem financeira encerrou julho em 5,1%, com projeção de redução para 4,8% até o fim de 2026 e perspectiva de desalavancagem progressiva nos anos seguintes. As obrigações por aquisições somavam R$ 294 milhões, sendo R$ 96 milhões no curto prazo, até 12 meses, suportadas por posições em FIIs, renda fixa e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).
A combinação entre estabilidade de vacância, contratos indexados à inflação e alongamento via contratos atípicos dá previsibilidade à receita. A 7ª emissão aprovada busca reforçar a capacidade de investimento e a estrutura de capital, mantendo espaço para novas aquisições e gestão do passivo.