O fundo imobiliário VGIR11 apurou resultado de R$ 19,367 milhões em julho, alta de 12,7% frente a junho. O desempenho refletiu receitas totais de R$ 20,664 milhões e despesas de R$ 1,296 milhão no período, segundo relatório gerencial.
A distribuição referente a julho de 2026 ficou em R$ 0,13 por cota. Sobre a cota patrimonial de junho, isso corresponde a rentabilidade líquida de CDI + 1,4% ao ano. No acumulado de 12 meses, a distribuição somou R$ 1,51 por cota, equivalente a retorno líquido de CDI + 1,8% ao ano sobre o valor patrimonial.
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Com base na cotação de fechamento de 31 de julho, de R$ 9,46, a distribuição implica um dividend yield mensal de aproximadamente 1,37%, ou 16,49% anualizado. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, dentro das condições previstas na legislação.
Principais destaques
- Resultado de R$ 19,367 milhões em julho; receitas de R$ 20,664 milhões e despesas de R$ 1,296 milhão
- Distribuição de R$ 0,13 por cota em julho de 2026; 12 meses somam R$ 1,51 por cota
- Retornos líquidos de CDI + 1,4% a.a. (mês) e CDI + 1,8% a.a. (12 meses) sobre o patrimônio
- Dividend yield mensal de 1,37% (16,49% anualizado) na cotação de R$ 9,46 em 31 de julho
- 82,9% do patrimônio líquido alocado em CRIs; 17,1% em instrumentos de caixa
- Carteira 100% indexada ao CDI+; originação via Resolução CVM 160 (67,4%) e Instrução CVM 476 (32,6%)
- Setores: 83,2% residencial; 9,1% escritório; 4,6% shopping; 1,7% BTS; 1,4% pulverizados
- Movimentações: compra de R$ 11,5 milhões no CRI Eugênio de Medeiros (CDI + 4,25% a.a.); amortizações de R$ 17,2 milhões
- Negócios no secundário: R$ 102,056 milhões no mês; 10.638.395 cotas; preço médio de R$ 9,59
- Base de 277.602 cotistas; entrada líquida de 3.948 no mês; integrante do IFIX no quadrimestre maio-agosto de 2026
Carteira de CRIs e operações do VGIR11
Ao fim de julho, 82,9% do patrimônio líquido do fundo estava alocado em certificados de recebíveis imobiliários (CRIs), totalizando R$ 1.172,6 milhões distribuídos em 54 operações. Os 17,1% restantes estavam em instrumentos de caixa, como aplicações de liquidez.
Toda a carteira de crédito é indexada ao CDI+, isto é, remuneração atrelada ao CDI acrescida de um spread anual. Em termos de estruturação e distribuição, 67,4% das operações foram feitas sob a Resolução CVM 160 e 32,6% pela Instrução CVM 476, normativos que regulam, respectivamente, ofertas públicas com esforços amplos e ofertas com esforços restritos.
A alocação setorial se concentra no segmento residencial, com 83,2% do total. Escritórios somam 9,1%, shoppings 4,6%, operações de built-to-suit (BTS) 1,7% e créditos pulverizados 1,4%. Esse perfil indica foco em recebíveis imobiliários residenciais com diversificação complementar em segmentos corporativos e de varejo.
Entre as movimentações de julho, o fundo comprou R$ 11,5 milhões no CRI Eugênio de Medeiros, a uma taxa de CDI + 4,25% ao ano. No fluxo de recebimentos, as amortizações somaram R$ 17,2 milhões, com destaque para pagamentos parciais de R$ 4,9 milhões no CRI Francisco Morato e de R$ 3,2 milhões no CRI Gafisa FE 1S.
No mercado secundário, o volume negociado no mês alcançou R$ 102,056 milhões, com média diária de R$ 4,437 milhões. Ao todo, foram 10.638.395 cotas negociadas. O preço médio por cota foi de R$ 9,59, com oscilação entre R$ 9,30 e R$ 9,89 no período.
A base de investidores encerrou julho com 277.602 cotistas, após entrada líquida de 3.948 participantes. O fundo integra a carteira teórica do índice de fundos imobiliários, o IFIX, no quadrimestre de maio a agosto de 2026, o que tende a sustentar a liquidez das cotas no mercado.
A métrica de retorno de proventos, o dividend yield, foi de 1,37% no mês com base na cotação de R$ 9,46. No acumulado anualizado, a taxa corresponde a 16,49%, considerando a mesma base de preço. A política de distribuição permanece enquadrada na isenção de IR para pessoas físicas, observadas as condições legais.
Por fim, a carteira de CRIs do fundo manteve indexação integral ao CDI+, com originação majoritária sob a Resolução CVM 160. A combinação de recebíveis residenciais predominantes e movimentações de amortização e compra no mês balizou o resultado e a distribuição anunciada para julho.