Os cotistas do fundo imobiliário MCRE11 vão receber R$ 0,10 por cota referentes à competência de julho de 2026, com pagamento em 24 de agosto de 2026. Para ter direito à distribuição, era necessário manter as cotas até o fechamento do pregão de 17 de agosto de 2026, data de corte definida pela gestão.
O valor anunciado corresponde a um rendimento mensal estimado de 1,16%, calculado sobre a cotação de R$ 8,65 em que o papel encerrou julho de 2026. Os dividendos do MCRE11 são isentos de Imposto de Renda para a pessoa física, observadas as condições previstas na legislação aplicável.
Principais pontos:
- Valor do provento: R$ 0,10 por cota (competência: julho/2026)
- Pagamento: 24 de agosto de 2026
- Data de corte: 17 de agosto de 2026 (ao fim do pregão)
- Rendimento: dividend yield mensal de aproximadamente 1,16% (base R$ 8,65)
- Tributação: isenção de IR para pessoa física, conforme lei
- Alocação (jun/2026): 95% em ativos-alvo
- Composição (jun/2026): CRIs 45%; FIIs estruturados 28%; imóveis 16%; FIIs líquidos 6%; caixa 5%
- Indexadores do book de crédito/estruturados: 93% IPCA; 7% CDI
- Exposição setorial (CRIs/estruturados): residencial 33%; comercial 27%; logístico 23%; shopping 16%; loteamentos 1%
- Garantias por localização: 71% em São Paulo
- Movimentações (jun/2026): R$ 2 milhões integralizados no CRI MSB Axis (Campo Belo, SP), atrelado a IPCA + 11% a.a.
- Adimplência: todos os CRIs da carteira adimplentes; parcelas de julho quitadas até a divulgação do relatório
Portfólio do fundo e impacto nos dividendos do MCRE11
Ao fim de junho de 2026, o FII reportou 95% do patrimônio alocado em ativos-alvo, conforme relatório. A carteira reunia 11 títulos de crédito, um imóvel, cinco fundos estruturados e 15 fundos imobiliários listados. Na distribuição por classes, o crédito lastreado em imóveis liderava, com 45% do portfólio, seguido pelos fundos estruturados (28%), pelos ativos imobiliários diretos (16%), pelos FIIs líquidos (6%) e pelo caixa (5%).
No book de crédito e ativos estruturados, 93% das posições estavam indexadas ao IPCA, principal índice oficial de inflação ao consumidor, e 7% ao CDI, taxa de referência do custo de capital de curto prazo no mercado interbancário. O predomínio de papéis atrelados ao IPCA tende a transmitir a variação inflacionária para o fluxo de recebíveis, fator relevante para a dinâmica dos rendimentos mensais.
O perfil multiestratégia do fundo combina crédito imobiliário, alocações em veículos estruturados, imóveis e posições táticas em FIIs listados. Entre os segmentos presentes nos CRIs e nos estruturados, a exposição residencial somava 33%, seguida por comercial (27%), logístico (23%), shopping (16%) e loteamentos (1%). Em garantias, 71% estavam concentradas no estado de São Paulo, de acordo com o documento mais recente.
Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) são títulos de dívida lastreados em recebíveis do setor imobiliário. Eles financiam projetos e operações de empresas do setor e pagam remuneração definida por indexadores como IPCA ou CDI, acrescida de juros reais. A participação relevante de CRIs e de estruturas de crédito híbridas no portfólio ajuda a compor o fluxo de caixa que sustenta os proventos mensais do fundo.
Movimentações recentes e adimplência da carteira
Em junho de 2026, a gestão integralizou mais R$ 2 milhões no CRI MSB Axis. O papel está vinculado ao financiamento de um empreendimento residencial no bairro do Campo Belo, em São Paulo, contratado a IPCA + 11% ao ano. Segundo o relatório, a alocação reforça a exposição do FII a operações indexadas à inflação, com retorno real explícito na taxa contratada.
A administração informou que todos os CRIs da carteira permaneciam adimplentes, com as parcelas com vencimento em julho já quitadas até a data de publicação do relatório. A adimplência é um indicador relevante de risco de crédito e de previsibilidade de fluxo de caixa, elementos que influenciam diretamente os rendimentos distribuídos aos cotistas.
Na parcela de FIIs líquidos, a gestão manteve a diversificação entre diferentes segmentos do mercado imobiliário. O portfólio incluiu, no período, alocações em ofertas destinadas a investidores profissionais, conforme as oportunidades mapeadas pela equipe. Essas posições buscam eficiência na alocação e complementam a estratégia multiestratégia do veículo.
Com o calendário definido, o pagamento dos R$ 0,10 por cota ocorrerá em 24 de agosto de 2026, para os investidores posicionados até o encerramento do pregão de 17 de agosto de 2026. O rendimento mensal estimado, de 1,16% sobre a referência de R$ 8,65 no fechamento de julho, reflete a combinação da carteira de crédito indexada majoritariamente ao IPCA, das posições em fundos estruturados e do ativo imobiliário direto, além do caixa administrado.