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SNME11 lucra R$ 1,81 milhão e destaca operação que rendeu TIR de 52,5% ao ano

SNME11 lucra R$ 1,81 milhão e destaca operação que rendeu TIR de 52,5% ao ano
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário SNME11 (SNME11) reportou resultado líquido de R$ 1,81 milhão em junho, mantendo a estratégia de captura de ganhos de capital em operações estruturadas e de arbitragem no mercado secundário de FIIs. No mês, o fundo apurou resultado distribuível de R$ 0,244 por cota e distribuiu R$ 0,22 por cota em 27 de julho, preservando R$ 0,0669 por cota em reservas distribuíveis.

Considerando a cotação de mercado de R$ 9,40 ao fim de junho, o FII encerrou o período com dividend yield anualizado de 31,9%. A cota patrimonial fechou em R$ 9,63, com relação P/VP de 0,98 vez (preço sobre valor patrimonial).

Segundo a gestora, nos próximos meses a distribuição deve refletir apenas o resultado recorrente. A reserva acumulada será integralmente distribuída antes da conclusão da incorporação dos fundos SNFF11 e KISU11 pelo SNME11.

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Principais pontos do mês:

  • Resultado líquido: R$ 1,81 milhão.
  • Resultado distribuível: R$ 0,244/cota; dividendos: R$ 0,22/cota (pagos em 27/7); reservas: R$ 0,0669/cota.
  • Preço: R$ 9,40; DY anualizado: 31,9%; cota patrimonial: R$ 9,63; P/VP: 0,98.
  • Carteira de CRIs: yield médio de 19,24%; duration aproximada de 0,5 ano (prazo médio até vencimento).
  • Operações: RLGX11 com TIR de 52,5% e adicional de R$ 0,16/cota ao resultado; short vinculado ao recebimento de GGRC11 agregou R$ 146 mil.
  • Arbitragem: RBVA11 rendeu cerca de R$ 117 mil; SNEL11 somou R$ 102 mil, com compras próximas de R$ 6 milhões e posição remanescente próxima de R$ 5 milhões.
  • Contribuição bruta das movimentações: R$ 1,52 milhão, ou cerca de R$ 0,20/cota.
  • Alocação: 68,8% em FIIs; 13% em CRIs; 2% em ações; 16,3% em caixa.

Operação com RLGX11 impulsiona resultado do SNME11

O destaque de junho foi a conclusão do investimento no RLGX11 (RLGX11), fundo originado da cisão do RELG11 (RELG11). A operação gerou taxa interna de retorno (TIR) anualizada de 52,5% e adicionou R$ 0,16 por cota ao resultado distribuível do mês.

A estratégia começou em julho de 2024, quando a gestora identificou um portfólio negociado com desconto relevante frente ao valor justo estimado. A partir dali, o fundo elevou gradualmente a posição até a maturação da tese em junho, quando monetizou o ganho.

Parte da liquidação do investimento ocorreu via recebimento de cotas do GGRC11 (GGRC11). Para reduzir a exposição à volatilidade de preços, a gestão estruturou uma venda a descoberto (short) dessas cotas, travando o preço de saída previamente. Essa tática adicionou R$ 146 mil ao resultado do mês e eliminou o risco de oscilação entre o recebimento e a alienação efetiva dos ativos.

Segundo a carta mensal, “a boa oportunidade surgiu em um veículo momentaneamente estressado, cujo preço no mercado secundário oferecia margem de segurança e potencial relevante de ganho de capital”, contexto que possibilitou a execução da tese com controle de risco e captura de prêmio.

Arbitragens com RBVA11 e SNEL11 reforçam ganhos do SNME11

Além do caso RLGX11, o fundo deu sequência às arbitragens em outros FIIs. Em junho, realizou uma nova tranche envolvendo o RBVA11 (RBVA11), que contribuiu com aproximadamente R$ 117 mil em ganhos de capital.

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A gestão também aproveitou descontos em SNEL11 (SNEL11), adquirindo cerca de R$ 6 milhões em cotas no mercado secundário. Essa operação adicionou R$ 102 mil ao resultado mensal e ainda mantém posição próxima de R$ 5 milhões. A administração indica que a redução gradual dessa posição poderá capturar ganhos adicionais, se o desconto se fechar.

Somadas, as movimentações de junho contribuíram com R$ 1,52 milhão em resultado bruto, o que equivale a cerca de R$ 0,20 por cota. O desempenho reforça o perfil multiestratégia do fundo, com foco em operações táticas e proteção de risco.

Ao fim do mês, a carteira alocava 68,8% em FIIs, 13% em CRIs, 2% em ações e 16,3% em caixa. A posição de liquidez é vista pela gestora como alavanca para aproveitar oportunidades em um ambiente de forte volatilidade, além de mitigar oscilações no valor patrimonial.

No crédito, a carteira de CRIs manteve yield médio de 19,24% e duration de aproximadamente 0,5 ano, preservando um perfil de curto prazo. Essa configuração permite reciclagem rápida de capital e ajuste tático conforme as condições de mercado.

Por fim, a administração reiterou que, até a incorporação de SNFF11 (SNFF11) e KISU11 (KISU11), a reserva acumulada será integralmente distribuída, enquanto os próximos proventos tenderão a refletir o resultado recorrente, sem efeitos extraordinários.

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