O fundo imobiliário RBVA11 vai pagar R$ 0,09 por cota em dividendos neste mês, valor mantido desde dezembro de 2024. O crédito ocorrerá em 15 de julho, para quem estiver posicionado até o fim do pregão de 30 de junho, data-base da distribuição.
O pagamento representa retorno mensal de aproximadamente 0,99% sobre a cotação de fechamento de junho, de R$ 9,11. Para pessoas físicas enquadradas na legislação vigente, os rendimentos do fundo são isentos de Imposto de Renda.
- Valor do provento: R$ 0,09 por cota, com pagamento em 15/7
- Data-base: 30/6; yield de 0,99% sobre R$ 9,11 (fechamento de junho)
- Resultado de maio: R$ 0,11 por cota; distribuição mantida em R$ 0,09
- PL de R$ 1,662 bilhão; cota patrimonial de R$ 10,65
- Portfólio: 74 imóveis; ABL de 305.391 m²; vacância física de 6,5%
- WAULT de 6,5 anos; 70 contratos com 28 inquilinos
- Aquisições recentes elevam diversificação e reforçam caixa contratada
- Valor de mercado: R$ 1,50 bilhão; m² avaliado em R$ 5.215
- Volume médio diário negociado: R$ 1,97 milhão
Dividendos do RBVA11: datas e proporções
O cronograma informa que terão direito ao provento os cotistas com posições até 30 de junho, com pagamento em 15 de julho. O montante de R$ 0,09 por cota vem sendo sustentado desde dezembro de 2024 e permanece alinhado ao guidance para o semestre.
Com base no fechamento de junho, de R$ 9,11 por cota, o provento equivale a um retorno de 0,99% no mês. Em maio, o resultado do fundo somou R$ 0,11 por cota, acima da distribuição efetiva de R$ 0,09, em linha com a política divulgada para o período.
Para o investidor pessoa física enquadrado, a tributação segue a regra de isenção de IR sobre rendimentos de FIIs quando atendidos os requisitos legais. Eventuais ganhos de capital em negociações no mercado secundário seguem a legislação aplicável.
O patrimônio líquido do fundo encerrou o período em R$ 1,662 bilhão, com cota patrimonial de R$ 10,65. O número de cotas emitidas totaliza 156.143.050.
Portfólio do RBVA11 e aquisições recentes
Entre as movimentações operacionais, o fundo firmou dois contratos de locação de longo prazo com a rede Ultra, nos imóveis Paulista 436 e Duque de Caxias. Trata-se da primeira locação simultânea de dois ativos para o mesmo inquilino, ampliando a exposição do portfólio ao segmento de bem-estar para 5,1%.
Do lado das aquisições, o fundo comprou o Flagship Portobello Gabriel por R$ 81 milhões. O ativo possui 1.771,28 m² de área construída e está locado à Portobello em contrato built to suit atípico de 20 anos, com reajuste anual pelo IPCA. O cap rate estimado é de 8,0% ao ano. Built to suit atípico é um contrato em que o imóvel é construído sob medida, com cláusulas de rescisão mais rígidas.
Além disso, três outros imóveis ingressaram na carteira por R$ 111,6 milhões, com cap rate estimado de 11,0% ao ano. Cap rate é a taxa de capitalização anual estimada, calculada pela divisão da renda operacional líquida pelo valor do ativo.
O portfólio do fundo reúne 74 imóveis nos segmentos de varejo e varejo triple A, com ABL total de 305.391 m². Os ativos estão operados por 70 contratos de locação, distribuídos entre 28 inquilinos. A vacância física ficou em 6,5%, e o WAULT (prazo médio ponderado dos contratos) é de 6,5 anos.
Na distribuição por locatário, a Caixa concentra 19 locações; há 12 imóveis vagos; o Pão de Açúcar possui 8 locações; Santander, 6; Cogna, 6; Pernambucanas, 5; Ultra, 2; e Assaí, 2. O fundo também mantém posições estratégicas em FIIs de shopping, nos fundos Legatus (LASC11) e Pátio Higienópolis (SHPH11).
Na estrutura patrimonial, o ativo total soma R$ 2,004 bilhões, com R$ 1,850 bilhão em imóveis, R$ 61,52 milhões em FIIs, R$ 33,88 milhões em renda fixa e caixa, e R$ 58,58 milhões em valores a receber. O passivo alcança R$ 341,76 milhões, dos quais R$ 287,29 milhões referentes a aquisições e CRIs a pagar, além de R$ 54,46 milhões em outras obrigações.
No mercado, o valor de mercado do fundo é de R$ 1,50 bilhão. O metro quadrado dos imóveis está avaliado em R$ 5.215, e o volume médio diário negociado é de R$ 1,97 milhão.