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Mato Grosso lidera soja sustentável e fortalece exposição do SNFZ11

Mato Grosso lidera soja sustentável e fortalece exposição do SNFZ11
Imagem gerada por IA

O Brasil atingiu em 2025 a marca de 2 milhões de hectares de soja certificados pelo padrão da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS), um avanço de 28% ante 2024. O movimento reforça a posição do país no fornecimento de grãos auditados sob critérios ambientais, sociais e econômicos. Mato Grosso lidera o ranking, com mais de 1,2 milhão de hectares certificados e produção superior a 4,9 milhões de toneladas.

Segundo a RTRS, a expansão decorre da combinação de escala produtiva, eficiência logística e maior profissionalização das propriedades rurais. O aumento da demanda internacional por commodities verificadas por critérios de sustentabilidade, sobretudo na Europa e na Ásia, contribuiu para ampliar a adoção do selo no país.

  • Área certificada no Brasil: 2 milhões de hectares em 2025 (+28% ano a ano)
  • Líder nacional: estado de Mato Grosso, com >1,2 milhão de hectares e >4,9 milhões t
  • Expansão regional: Maranhão, Piauí, Goiás e Bahia, com destaque ao Matopiba
  • Padrão RTRS: certificação que verifica critérios ambientais, sociais e de gestão
  • Fatores do avanço: escala, logística e profissionalização das fazendas
  • Demanda externa: mercados europeu e asiático impulsionam grãos rastreáveis

Soja sustentável: liderança de Mato Grosso e expansão regional

A certificação da RTRS avalia práticas de manejo, conformidade socioambiental e rastreabilidade da produção de soja. O selo atesta que a commodity foi produzida em conformidade com parâmetros de redução de impacto ambiental, respeito a direitos trabalhistas e gestão da propriedade.

Em 2025, Mato Grosso consolidou sua liderança nacional com mais de 1,2 milhão de hectares auditados. O volume certificado superou 4,9 milhões de toneladas, mantendo o estado como principal polo da agricultura sustentável no país.

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Estados do Matopiba — Maranhão, Piauí e Bahia — além de Goiás, também ampliaram a adoção de rastreabilidade e boas práticas. A incorporação do selo acompanha a evolução tecnológica e o ganho de eficiência operacional nessas regiões.

A RTRS atribui o avanço em Mato Grosso à combinação de escala de produção, infraestrutura logística e maior profissionalização das fazendas. Esses elementos favorecem a adequação aos protocolos de auditoria e facilitam a manutenção de processos para garantir conformidade contínua.

A intensificação da procura internacional por grãos certificados sustenta esse movimento. Importadores europeus e asiáticos têm priorizado cadeias com verificação independente e rastreabilidade, o que eleva a atratividade de origens com selo reconhecido.

Ao mesmo tempo, ainda há espaço relevante para crescimento, já que a área certificada representa parcela pequena do total plantado no Brasil. Esse potencial indica que mais produtores podem aderir ao padrão, especialmente onde as condições de escala e logística permitem cumprir os requisitos com eficiência.

Soja sustentável e a exposição do SNFZ11

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O protagonismo mato-grossense se conecta à estratégia do SNFZ11, Fiagro com exposição a propriedades rurais em Mato Grosso. O estado concentra áreas agrícolas de alta produtividade, com sistemas de dupla safra e uso intensivo de tecnologia.

Os ativos do fundo incluem fazendas em Gaúcha do Norte, polo agrícola caracterizado por elevada eficiência produtiva. A região se beneficia de infraestrutura consolidada e de um ecossistema de serviços agroindustriais, o que tende a reduzir custos operacionais e facilitar a adoção de protocolos de rastreabilidade.

A expansão das certificações e das práticas sustentáveis tende a valorizar ativos em regiões produtivas consolidadas. Em ambientes de maior exigência dos mercados compradores, atributos como rastreabilidade, conformidade ambiental e gestão profissional ganham relevância na formação de preços e na diferenciação de origens.

Para veículos com exposição a terras agrícolas, a consolidação de Mato Grosso como referência em produtividade e conformidade pode contribuir para fortalecer as teses de longo prazo baseadas em eficiência e qualidade de ativos. A presença em áreas com ganhos de escala, integração logística e aderência a padrões internacionais cria condições para capturar tendências estruturais do agronegócio.

Segundo a RTRS, a sinalização de aumento da oferta de soja certificada no Brasil reforça a capacidade do país de atender à demanda global por alimentos com menor impacto ambiental. Esse movimento pode estimular mais produtores a adotar protocolos auditáveis, ampliar o acesso a mercados e reduzir riscos regulatórios associados a exigências de devida diligência.

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Embora o crescimento recente seja significativo, a entidade destaca que a expansão da área certificada deve ocorrer de forma gradual, acompanhando o amadurecimento operacional das propriedades e a evolução das cadeias de suprimento. O foco permanece em práticas que integrem produtividade, conformidade e rastreabilidade em escala.

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