O fundo imobiliário SNFF11 adotou uma postura mais cautelosa em abril ao elevar sua posição em caixa para 19,9% do patrimônio líquido. A medida decorre da maior volatilidade no mercado de renda variável e busca reforçar a flexibilidade para movimentos táticos. A gestão afirma que o reforço de liquidez não sinaliza mudança estrutural, mas sim preparação para aproveitar janelas de oportunidade no curto prazo.
A readequação da carteira incluiu a venda de aproximadamente R$ 22 milhões em cotas de fundos imobiliários, monetizando ativos considerados com precificação já ajustada no secundário. O SNFF11 também alienou integralmente a posição em ações da IGTI11, em operação de R$ 1,9 milhão que gerou lucro contábil de R$ 568 mil no período.
No consolidado do mês, o impacto líquido foi uma perda contábil de R$ 857 mil, equivalente a R$ 0,21 por cota. Mesmo diante desse efeito, a gestão manteve a distribuição aos cotistas em R$ 0,72 por cota, sustentada por resultado distribuível de R$ 0,53 por cota em abril e uso integral da reserva de resultados acumulada.
A estratégia de utilização de reservas, segundo a administração, funciona como amortecedor para suavizar oscilações de curto prazo e preservar a recorrência de dividendos sem comprometer a qualidade do portfólio. Em termos absolutos, o fundo registrou resultado de aproximadamente R$ 2,14 milhões no mês.
Aquisições somaram cerca de R$ 13,3 milhões, com destaque para R$ 9,4 milhões em cotas do PLAG11. Esse fundo detém oito estruturas de armazenagem e logística arrendadas à BRF, com prazo médio de 9,1 anos. A gestão reforça que a elevação do caixa visa construir “munição” para oportunidades esperadas no primeiro semestre de 2026, reduzindo oscilações patrimoniais no curto prazo.
Em composição, a carteira fechou abril com 70 fundos imobiliários e base de 25.965 cotistas. A cota patrimonial terminou em R$ 87,86, enquanto a de mercado ficou em R$ 75,71, refletindo P/VP de 0,86. A cota potencial estimada do SNFF11 é de R$ 97,21, implicando potencial de valorização de cerca de 28,4% sobre o preço de fechamento.
No secundário, a cota avançou 3,75% no mês; com dividendos, o retorno total foi de 4,74%. O retorno patrimonial atingiu 2,03%, superando os 1,53% do IFIX. Desde o início, o fundo acumula alfa de 11,02%, desempenho que corresponde a 129% do índice de referência, reforçando a eficácia da gestão ativa do SNFF11.