O Fiagro VGIA11 reportou lucro de R$ 9,336 milhões em abril de 2024, impulsionado por R$ 11,203 milhões em receitas de propriedades e R$ 1,867 milhão em despesas operacionais. O desempenho ocorreu enquanto a gestora alocava os recursos captados na quinta emissão de cotas, liquidada no fim de março, reforçando o fôlego para novas aquisições. Em linha com sua política, o fundo manteve distribuição regular de resultados ao longo do período.
Com base no resultado do mês, o fundo pagou R$ 0,13 por cota em dividendos do VGIA11 em 20 de maio de 2024. A rentabilidade líquida dessa distribuição correspondeu a CDI + 3,5% ao ano sobre a cota patrimonial do mês anterior, indicador que ressalta a eficiência da estratégia de crédito lastreado no agronegócio. No mercado, a precificação refletiu a percepção de risco controlado.
Considerando o preço médio de negociação em abril, o retorno equivalente foi de CDI + 3,0% ao ano. Tomando o fechamento de R$ 9,83, o rendimento mensal líquido ficou em 1,30%, patamar competitivo frente a alternativas de renda fixa. No cálculo com gross-up, a rentabilidade mensal alcançou 1,53%, o que representa 140,17% do CDI, reforçando a atratividade do veículo perante o benchmark.
Carteira e alocação seguem diversificadas. O fundo VGIA11 encerrou abril com R$ 836 milhões aplicados em 33 ativos, equivalentes a 82,8% do patrimônio líquido. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) respondiam por 67,3% do portfólio, enquanto o caixa representava 17,2%. Fundos somavam 6,6%, CPR-F, 5,4%, e debêntures, 3,5%, evidenciando foco em instrumentos do agro.
Toda a exposição estava indexada ao CDI, sem alocação em ativos atrelados à inflação, estratégia voltada a capturar o CDI acrescido de prêmio de risco. No recorte setorial, cooperativas concentravam 35,6% da carteira, distribuidoras 31,7%, produtores rurais 27,3% e indústria 5,3%, configurando um mosaico equilibrado de risco. Os créditos estão distribuídos em 25 estados, diluindo riscos regionais.
Em abril, a gestão iniciou as compras com os recursos da quinta emissão. Os recibos foram convertidos em cotas do VGIA11 em 16 de abril, com negociação no dia seguinte. Além da reserva de rendimentos de cerca de R$ 500 mil (R$ 0,004 por cota), há potencial adicional de distribuição de aproximadamente R$ 13,2 milhões, reforçando a previsibilidade de resultados aos cotistas e sustentando a tese de renda recorrente do veículo.